| 02 Lúdio cobra do Governo do Estado a regularização dos pagamentos do Hospital de Câncer.mp3 |
Foto da manchete: Cami Barros
Por Jurandir Antonio – Voz: Eneas Jacobina
Texto do áudio:
O deputado estadual Lúdio Cabral, do PT, defendeu que a Secretaria de Estado de Saúde regularize os pagamentos mensais ao HCan, Hospital de Câncer de Mato Grosso, para garantir a continuidade e a ampliação dos atendimentos aos pacientes do SUS, Sistema Único de Saúde, na unidade filantrópica.
Na última terça-feira, Lúdio, que é médico da rede pública, realizou uma audiência para mediar a situação e resolver os pagamentos atrasados, com representantes da Secretaria de Saúde, do hospital, dos pacientes, da Defensoria Pública do Estado e do Tribunal de Contas do Estado.
De acordo com Lúdio, até dezembro de 2024, foi feito pagamento regular, só que em 2025 o governo estadual começou a atrasar os repasses ao Hospital de Câncer, o que vem dificultando, desde então, o atendimento à população.
Enquanto isso, os médicos reclamam de atraso nos salários, em alguns casos há quase seis meses.
O deputado disse ainda que o hospital está se esforçando para não suspender, para não interromper o atendimento à população.
Na audiência pública, o hospital relatou que ao longo de 2025 foram retidos pela Secretaria Estadual de Saúde mais de 13 milhões de reais do contrato, de serviços realizados que não foram pagos.
Segundo a direção da unidade, este ano, até o dia 11 de março não foi feito um pagamento sequer ao Hospital de Câncer. E, portanto, isso cria dificuldade de funcionamento do hospital e de atendimento à população.
Na ocasião, Lúdio Cabral cobrou que o Governo de Mato Grosso repasse todos os meses o valor estabelecido no contrato como "pré-fixado", de maneira regular.
Por outro lado, a Secretaria de Saúde questionou uma fila de 483 pessoas aguardando o agendamento de cirurgias no Hospital de Câncer.
Os procedimentos, segundo a secretaria, estariam aprovados pela Central de Regulação e faltariam procedimentos internos do Hospital de Câncer para executar as cirurgias.
Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina