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Foto da manchete: Divulgação/Reprodução
Por Jurandir Antonio – Voz: Ana Rosa Lima
Texto do áudio
O Janeiro Branco, movimento dedicado à conscientização sobre saúde mental, ganha ainda mais relevância no ambiente corporativo diante de um cenário preocupante no Brasil.
Em 2024, o país registrou mais de 470 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais como ansiedade, depressão e estresse crônico, segundo dados do Ministério da Previdência Social.
O número representa o maior patamar da última década e evidencia que o adoecimento emocional deixou de ser um tema individual para se tornar um desafio organizacional.
A pressão por resultados, a hiperconectividade, jornadas prolongadas e a dificuldade de separar vida pessoal e profissional estão entre os principais fatores associados ao avanço desses quadros.
Estudos da Organização Mundial da Saúde apontam que ansiedade e depressão já são responsáveis pela perda de cerca de 12 bilhões de dias úteis por ano no mundo, com impacto econômico estimado em um trilhão de dólares.
No contexto das empresas, os sinais nem sempre aparecem de forma explícita.
Queda de produtividade, aumento das faltas, atrasos, desmotivação e rotatividade elevada costumam ser alguns dos primeiros indícios de que a saúde emocional das equipes está comprometida.
Por isso, o Janeiro Branco tem sido encarado como um ponto de partida para discussões mais estruturadas sobre prevenção e cuidado contínuo ao longo do ano.
Mais do que uma campanha pontual, o Janeiro Branco convida empresas e profissionais a repensarem a forma como lidam com o trabalho, as relações e o bem-estar.
Em um cenário de transformação constante, colocar a saúde mental no centro da estratégia deixa de ser diferencial e passa a ser uma necessidade para a sustentabilidade dos negócios.