| 10 Haddad sobre Banco Master pode ser a maior fraude bancária do país.mp3 |
Gésio Passos - repórter da Rádio Nacional
Edição: Bianca Paiva / Fran de Paula
Valter Campanato/Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, nesta terça-feira (13), que o caso do Banco Master pode ser a maior fraude bancária da história do país. Ele reforçou que a reunião entre o Banco Central e o Tribunal de Contas da União, ocorrida nessa segunda-feira, apontou uma convergência de entendimento entre os órgãos.
“Eu penso que houve ali uma convergência sobre como ajudar, como fazer o melhor pro país obter a verdade, eventualmente ter um ressarcimento dos prejuízos causados. O caso inspira muito cuidado, nós podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país e temos que tomar todas as cautelas devidas, garantindo, evidentemente, todo espaço pra equipe se explicar, mas, ao mesmo tempo, sendo bastante firmes em relação àquilo que precisa ser defendido, que é o interesse público”.
Haddad também reforçou seu apoio à equipe do Banco Central no processo de liquidação do Banco Master, iniciado em novembro, alegando ser um trabalho robusto.
O ministro da Fazenda afirmou ainda que o governo federal deve cumprir as metas fiscais pelo terceiro ano consecutivo. Ele antecipou que o déficit primário de 2025 deve chegar 0,1% do PIB.
A meta fiscal para 2025 era de déficit zero em relação ao Produto Interno Bruto, mas permitia tolerância de 0,25% para mais ou para menos, com diversas exceções.
Caso sejam incluídas as exceções previstas pelo Congresso e a indenização aos aposentados do INSS, o déficit chegaria 0,17% do PIB, segundo Haddad. E ao incluir os pagamentos dos precatórios acumulados, o saldo negativo iria para 0,48% do Produto Interno Bruto.
Além disso, Haddad destacou que o presidente Lula recebeu em 2023, do governo anterior, um déficit de mais de R$ 170 bilhões, incluindo um calote nos precatórios.
“Isso significa que os precatórios já estão sendo incorporados no cálculo, pra dar mais segurança de que o resultado não é maquiado, como foi em 2022 e como foi no projeto de lei de 2023. Essa maquiagem sumiu. Então, os dados agora são muito mais consistentes e transparentes. Pra vocês terem uma ideia, o déficit contratado para 2023, pelo governo anterior, nós estamos de uma redução de mais de 60%, em dois anos”.
Fernando Haddad enfatizou que o governo tem melhorado as contas públicas do país a cada ano, apesar do déficit herdado pela gestão anterior.
Os números oficiais deverão ser divulgados pelo Tesouro Nacional até o fim deste mês.