| Fantasma da inflação derruba índice de confiança dos empresários de Cuiabá em outubro.mp3 |
Foto da manchete: Agência Brasil
Por Jurandir Antonio – Voz: Vinícius Antônio
Texto do áudio:
A pesquisa que monitora o Índice de Confiança do Empresário do Comércio, em Cuiabá, ficou em 135,7 pontos no mês de outubro, contra 138,2 pontos no mês anterior.
Uma queda de 1,8%, interrompendo uma sequência de quatro altas consecutivas.
De acordo com o Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio, Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso, diferentemente da média nacional, que registrou o segundo mês consecutivo de queda, a capital mato-grossense cresceu ainda em setembro, contrariando o restante do país.
O resultado atual da pesquisa também mostra que o índice está 13,1% maior no comparativo com outubro de 2020, quando somava 120,1 pontos.
Além disso, a pesquisa revela que os empresários do comércio estão otimistas, com pontuação acima de 100, desde setembro de 2020.
De lá para cá, o diretor de Pesquisas do Instituto de Pesquisa, Maurício Munhoz, explica que “alguns indicadores que formam o índice de confiança, como o que mede o ‘Nível de Investimento das Empresas’ continuam melhorando, indicando que, na prática, a economia está crescendo”.
Na variação mensal, este componente aumentou 3,4% e já soma 117,7 pontos. Se comparado com o mesmo período do ano passado, o aumento observado é de 25,4%.
Já com relação à economia atual, os indicadores da pesquisa, segundo o presidente da Fecomércio, José Wenceslau de Souza Júnior, refletem o risco de alta da inflação no país e, consequentemente, dos juros mais altos.
“O componente ‘Condições Atuais da Economia’ sofreu uma grande queda em outubro, ou seja, o fantasma da inflação e dos juros altos criam a expectativa negativa e isso reflete no nível de confiança do empresário”, explicou Wenceslau Júnior.
A queda do componente foi de 12% na variação mensal, chegando a 98,5 pontos, ficando na zona de insatisfação por parte dos empresários, o que evidencia as queixas das condições macroeconômicas desfavoráveis para o setor.