Expansão do etanol de milho exige novas florestas de eucalipto em Mato Grosso

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Por Jurandir Antonio – Voz: Yaponira Cavalcanti

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A expansão acelerada das usinas de etanol de milho está criando uma nova fronteira bilionária de investimentos em Mato Grosso.

O Estado poderá precisar movimentar entre sete bilhões e meio e 14 bilhões de reais na implantação de novas florestas energéticas para garantir biomassa suficiente ao funcionamento das indústrias nos próximos anos.

A projeção consta do estudo “O desafio da biomassa para o etanol de milho”, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA no último fim de semana.

O levantamento coloca Mato Grosso, maior polo nacional do combustível produzido a partir do cereal, diante de um novo desafio: expandir a produção de energia utilizada pelas próprias usinas no mesmo ritmo em que aumenta a capacidade industrial.

Atualmente, Mato Grosso possui aproximadamente 165 mil hectares de eucalipto plantado.

Considerando o crescimento projetado da indústria e um cenário de eficiência operacional média, seriam necessários cerca de 383 mil hectares para suprir a demanda energética das plantas até 2030.

Isso significa incorporar aproximadamente 218 mil novos hectares de florestas energéticas ao Estado.

A necessidade é consequência direta da velocidade com que o setor de etanol de milho está crescendo.

A capacidade instalada em Mato Grosso deverá avançar de aproximadamente sete bilhões de litros em 2025 para quase 12 bilhões de litros em 2030, crescimento de cerca de 72% em apenas cinco anos.

O problema é que transformar milho em etanol exige grande quantidade de energia térmica.

As usinas utilizam biomassa para alimentar caldeiras responsáveis pela produção de vapor e calor durante o processo industrial.

Com novas plantas entrando em operação e outras aumentando a capacidade, a disponibilidade de biomassa passa a ser um fator estratégico para determinar até onde a indústria poderá crescer.

Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Yaponira Cavalcanti