EUA: no Tribunal Federal, Maduro se declara prisioneiro de guerra

Áudio
Download do arquivo abaixo: (ou botão direito em salvar link como)

Gésio Passos - Repórter da Rádio Nacional

Edição: Roberta Lopes / Beatriz Arcoverde

REUTERS/Jane Rosenberg/Proibida reprodução

Em audiência de custódia no Tribunal Federal de Nova Iorque, nos Estados Unidos, nesta segunda-feira, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou ser inocente, um homem descente e prisioneiro de guerra.

Maduro foi sequestrado no sábado, após um ataque militar dos Estados Unidos a Venezuela, e levado à força para os Estados Unidos, onde está preso em Nova Iorque.

Durante a audiência, Maduro e sua esposa, Cília Flores, foram oficialmente notificados das acusações de narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e uso de armamento pesado. Maduro negou todas as acusações.

A primeira-dama, Cília Flores, também se declarou inocente das acusações contra ela e pediu uma visita consular para o casal.

Maduro declarou ainda ser o presidente legítimo da Venezuela e denunciou a captura por militares estadunidenses. Segundo ele, o real objetivo de Donald Trump é se apoderar dos recursos minerais estratégicos de seu país. A Venezuela detém as maiores reservas de petróleo do mundo, além de uma grande quantidade de gás natural e ouro.

Maduro e sua esposa foram mantidos presos após a audiência de custódia. Os dois estão no Centro Metropolitano de Detenção, em Manhattan.

A defesa de Maduro e Cília disse que não pretende pedir a liberação do casal sob fiança neste momento.

Uma segunda audiência judicial foi marcada para o dia 17 de março.

Com informações da Agência Brasil.