Escolaridade brasileira não acompanha demanda por profissionais qualificados, aponta CNI

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O aumento da escolaridade dos brasileiros nos últimos anos não foi suficiente para acompanhar a demanda por profissionais qualificados, impulsionada pelo avanço tecnológico da indústria. Embora o país tenha ampliado o acesso à Educação Básica e ao Ensino Superior, os baixos níveis de aprendizagem e a limitada produtividade do trabalho ainda representam obstáculos à competitividade da indústria brasileira. É o que revela um estudo da Confederação Nacional da Indústria, a CNI.

O coordenador técnico do estudo, Rafael Grilli Felizardo, destaca o impacto da falta de profissionais qualificados sobre a capacidade de inovação da indústria.

Segundo o estudo, a baixa aprendizagem na Educação Básica é um dos principais entraves para a formação de profissionais qualificados no país. O levantamento mostra que 73% dos brasileiros de 15 anos avaliados ficaram abaixo do nível mínimo de proficiência em matemática. Em leitura, o índice chega a 50%, e em ciências, 55%.

A análise também mostra que o Brasil ainda forma poucos profissionais em áreas consideradas estratégicas para uma economia cada vez mais tecnológica. No Ensino Superior, o gargalo aparece principalmente nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.

Para que o país possa avançar em termos de produtividade, inovação e renda, o estudo propõe uma agenda integrada da Educação Básica ao Ensino Superior. Para isso, a CNI organiza as propostas em quatro frentes de atuação, como explica o coordenador do estudo:

O estudo completo está disponível na página de Publicações no portaldaindustria.com.br.

Reportagem, Paloma Custódio