| 06 Elefante Sandro começa preparação para deixar cativeiro e mudar para Chapada dos Guimarães.mp3 |
Foto da manchete: Divulgação
Por Jurandir Antonio – Voz: Ana Rosa Lima
Texto do áudio
Depois de mais de quatro décadas vivendo em um zoológico de São Paulo, o elefante asiático Sandro, de 54 anos, está prestes a começar uma nova fase de vida em Chapada dos Guimarães.
A transferência para o Santuário de Elefantes Brasil foi determinada pela Justiça após anos de disputa judicial e deve acontecer ainda em setembro, em uma operação que percorrerá cerca de mil e 600 quilômetros até o novo lar do animal.
Sandro vive no Zoológico Municipal de Sorocaba, em São Paulo, há muitos anos.
A equipe do Santuário de Elefantes Brasil já está em Sorocaba para finalizar os preparativos para a viagem.
Uma das etapas mais importantes é a adaptação de Sandro à caixa que será utilizada durante o transporte.
O processo não tem prazo definido e será conduzido de acordo com o comportamento do próprio animal.
A caixa de transporte foi construída especialmente para a operação e pesa cerca de 10 toneladas.
A estrutura tem aproximadamente cinco metros de comprimento, três metros e meio de altura e dois metros e meio de largura, além de contar com climatização, câmeras e aberturas ajustáveis para permitir o monitoramento do elefante durante todo o trajeto.
O percurso entre Sorocaba e a Chapada dos Guimarães deve durar cerca de dois dias e meio.
A viagem será acompanhada por uma equipe técnica e terá escolta da Polícia Rodoviária Federal durante o deslocamento rodoviário.
A operação envolve uma estrutura complexa, com equipe especializada, hospedagem, caminhões, equipamentos de grande porte, guindastes e toda a logística necessária para transportar um animal das dimensões de Sandro. O custo estimado é de aproximadamente 200 mil reais.
O Santuário já abriga seis elefantas asiáticas: Maia, Rana, Mara, Bambi, Guillermina e Baby.
Os animais vivem em áreas separadas e qualquer aproximação com Sandro será feita de forma gradual, respeitando o comportamento e o tempo de adaptação de cada elefante.
Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Ana Rosa Lima