| 02 Diesel foi o combustível mais vendido em Mato Grosso em 2025. Etanol tem queda.mp3 |
Foto da manchete: Dialum Assessoria
Por Jurandir Antonio – Voz: Eneas Jacobina
Texto do áudio
Levantamento da ANP, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, aponta que mais de quatro bilhões e 300 milhões de litros foram vendidos no estado no ano passado.
Em relação a 2024 a comercialização do diesel cresceu 7,5% em Mato Grosso, percentual acima da média nacional, que registrou aumento de 3,6%.
Em segundo lugar no ranking de volume comercializado, o etanol somou pouco mais de um bilhão de litros vendidos em 2025.
No entanto, o volume representa queda de 2,6% em comparação com o ano anterior.
A retração acompanha o cenário nacional, que registrou redução de 3,3% nas vendas do biocombustível.
Na sequência, a gasolina tipo “C” alcançou 643 milhões de litros comercializados, volume 5,4% maior do que em 2024.
O resultado também segue a tendência nacional, que apresentou crescimento de 3,2%.
Para o presidente do Sindipetróleo, Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso, Claudyson Martins Alves, o Kaká, os números reforçam a importância de analisar o setor de forma integrada.
Segundo ele, é preciso considerar não apenas o abastecimento de veículos, mas também os impactos na cadeia produtiva, no custo do frete, no preço dos alimentos e no dia a dia da população.
Kaká lembrou que mais uma vez, o diesel se consolida como o combustível mais vendido no estado, refletindo a força do nosso setor produtivo, especialmente do agronegócio, do transporte de cargas e da logística, que dependem diretamente desse combustível para manter a economia em movimento.
Ele explicou ainda que a queda nas vendas do etanol e o aumento da gasolina demonstram a influência da competitividade de preços, da tributação e do comportamento do consumidor, que muitas vezes opta pelo combustível que pesa menos no bolso no momento do abastecimento.
O ano de 2026 começou com aumento nos preços da gasolina, do diesel e do biodiesel, por causa do reajuste da alíquota do ICMS. Desde 1º de janeiro, o consumidor já sente o impacto no bolso.
O presidente do Sindipetróleo alertou ainda que o reajuste do ICMS pode refletir, nos próximos dias, no preço dos alimentos.