Desenrola 2.0 já renegociou R$ 1 bilhão em dívidas

Áudio
Download do arquivo abaixo: (ou botão direito em salvar link como)

Gésio Passos - Repórter da Rádio Nacional

Edição: Rafael Gasparotto / Raíssa Saraiva

Foto:Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

O programa Desenrola 2.0 já atingiu cerca de R$ 1 bilhão em dívidas renegociadas. Mais de 200 mil pedidos foram enviados aos bancos participantes do programa e quase 100 mil operações foram concluídas.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, fez um balanço do programa nesta segunda-feira (11), após reunião com presidente Lula.

"Em poucos dias a gente já tem perto de R$ 1 bilhão de dívidas renegociadas. São 200 mil pedidos já em avaliação dos bancos, desses 200 mil, 100 mil praticamente fechados e em volume crescente. Cada dia a gente tem visto mais renegociações sendo feitas, o que é muito importante. Essa semana o Fies para os inadimplentes deve estar totalmente operativo. A medida provisória semana passada deu as condições, os bancos têm tirado dúvida junto com o MEC [Ministério da Educação] e a Fazenda."

Durigan também disse que a ampliação do programa para os estudantes inadimplentes com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) deve começar a operar ainda nesta semana.

Segundo o ministro da Fazenda, uma versão do Desenrola está sendo preparada para quem mantiver suas contas em dia. A ideia é que seja criada uma espécie de prêmio para estimular o pagamento regular.

"A gente não vai deixar de fazer também um estímulo para os adimplentes. Isso vai ser feito num segundo momento daqui a alguns dias, para que a gente primeiro faça a comunicação para quem está inadimplente, que é uma situação muito diferente, para que depois a gente também honre e dê um estímulo, uma espécie de prêmio também, um merecimento para quem ficou adimplente."

O Desenrola 2.0 é voltado para pessoas endividadas com renda mensal até cinco salários mínimos, o que equivale a R$ 8.105.

Pode participar do programa quem tiver contraído dívidas no cartão de crédito, cheque especial ou crédito pessoal até 31 de janeiro de 2026, com pagamentos que estejam atrasados há pelo menos 90 dias, mas não ultrapassem dois anos de inadimplência.

O programa prevê um refinanciamento dos débitos em até 48 meses, com juros máximos de 1,99% ao mês e descontos de 30% a 90% sobre o valor principal. O programa também permite a utilização de 20% do saldo do FGTS para pagamento das dívidas.