Condições climáticas extremas e interferência humana espalham o fogo pelo Brasil, diz ministra

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Foto da manchete: Reprodução Web

Por Jurandir Antonio – Voz: Elaine Coimbra

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Em menos de um mês, o fogo consumiu dois milhões e meio de hectares da Amazônia.

Os dados são do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

A média histórica para área afetada pelo fogo no mês é um milhão e 400 mil hectares.

Desde o início do ano, a Amazônia já teve mais de mais de quatro milhões de hectares atingidos pelos incêndios.

Na última semana, o monitoramento realizado pelo Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos, órgão ligado ao Inpe, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, detectou alta concentração de gases poluentes em uma região que se estendia da Amazônia ao Sul do Brasil e alcançando 10 estados.    

Os níveis dos rios na região já antecipam um quadro de seca extrema, que poderá se agravar ainda mais no mês de setembro, com a chegada do período mais crítico de estiagem.

Após uma reunião extraordinária da sala de situação do governo federal, neste domingo, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, informou que os incêndios na Amazônia, no Pantanal e no Sudeste do país são potencializados pela situação de extremo climático.

Porém, Marina alertou para um movimento atípico que pode indicar uma ação criminosa de pessoas ateando fogo de forma proposital.