Casos de afogamentos em Mato Grosso reduzem 9% em 2025. Cuiabá lidera registros

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Foto da manchete: CBM MT

Por Jurandir Antonio – Voz: Ana Rosa Lima

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Mato Grosso registrou uma queda de 9% nos casos de afogamentos, saindo de 123 em 2024 para 111 em 2025, segundo um balanço do Corpo de Bombeiros. 

Apesar da redução, os dados ainda acendem um alerta, especialmente em cidades com grande concentração de rios, balneários e áreas de lazer aquático. 

Durante o verão, período marcado por temperaturas elevadas em Mato Grosso, a busca por rios, cachoeiras, lagos e balneários aumenta significativamente. 

Com mais pessoas se refrescando nesses locais, o risco de afogamentos também cresce, especialmente quando não há conhecimento do local, supervisão adequada ou respeito às orientações de segurança. 

A capital, Cuiabá, lidera em número de casos, com 19. Depois aparece Rondonópolis, com 16.  Sorriso e Barra do Garças registraram 10 casos cada um. Já Cáceres e Alta Floresta tiveram oito casos cada.

Os números refletem a necessidade de atenção redobrada em áreas próximas a rios, lagos e represas, especialmente em períodos de calor intenso e maior fluxo de banhistas.

Com rios, cachoeiras e balneários espalhados pelo estado, Mato Grosso convive com um risco constante de afogamentos, especialmente nos períodos de calor intenso, quando a procura por locais de banho aumenta.

Segundo o major Emerson Henrique dos Anjos, do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, a maioria dos casos poderia ser evitada com atitudes simples.

O primeiro erro, segundo ele, é entrar na água sem conhecer o local.

Rios e cachoeiras escondem armadilhas como buracos, pedras escorregadias, desníveis repentinos e correntezas que não são visíveis da margem.

Outro ponto recorrente está no comportamento das pessoas. O consumo de bebida alcoólica em áreas de banho é um dos fatores que mais contribuem para os afogamentos.

O álcool compromete os reflexos, reduz a percepção do perigo e atrasa qualquer reação em uma emergência.

Em caso de afogamento, a orientação é ligar imediatamente para o 193 e, se possível, lançar um objeto flutuante para ajudar a pessoa a se manter na superfície.