Aumento da mistura de biodiesel no diesel deve beneficiar a agropecuária de Mato Grosso

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Por Jurandir Antonio – Voz: Enéas Jacobina

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O Brasil inicia, nesta segunda-feira, a etapa mais importante desde a criação da Lei do Combustível do Futuro.

Após quase um ano de preparação técnica, entram em operação os testes que definirão se o país poderá ampliar a mistura obrigatória de biodiesel ao diesel comercializado nacionalmente.

Muito mais do que uma avaliação laboratorial, trata-se de um processo considerado decisivo para o futuro da política energética brasileira, com potencial para movimentar bilhões de reais em investimentos, fortalecer o agronegócio, impulsionar a indústria nacional, gerar empregos e reduzir a dependência do diesel de origem fóssil.

A nova fase dos ensaios será conduzida pelo Instituto Mauá de Tecnologia, em São Caetano do Sul, São Paulo, laboratório escolhido pelo Ministério de Minas e Energia para coordenar o programa nacional de avaliações técnicas.

A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, marca institucionalmente o início dessa etapa, mas o verdadeiro foco está nos testes.

São eles que vão fornecer a base científica para que o governo decida se o percentual obrigatório de biodiesel, hoje fixado em 15%, poderá ser ampliado gradualmente até 25%, como está previsto na Lei do Combustível do Futuro.

Os ensaios analisarão motores de diferentes fabricantes, caminhões, ônibus, máquinas agrícolas, motores estacionários e veículos de diversas gerações, inclusive modelos mais antigos ainda em circulação.

Serão avaliados consumo de combustível, desempenho, potência, emissões de poluentes, estabilidade do biodiesel, durabilidade dos motores, sistemas de injeção, filtros, armazenamento e comportamento do combustível em diferentes condições climáticas e operacionais.

Os impactos econômicos de uma eventual ampliação da mistura são considerados expressivos.

Cada ponto percentual acrescentado ao diesel representa milhões de litros adicionais de biodiesel consumidos anualmente, ampliando a demanda por matérias-primas produzidas no Brasil, principalmente óleo de soja e sebo bovino.

Nesse cenário, Mato Grosso desponta como um dos principais beneficiados.

Líder nacional na produção de soja e um dos maiores polos brasileiros de fabricação de biodiesel, o Estado reúne condições para ampliar sua participação no mercado nacional caso o percentual obrigatório seja elevado.

Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina