| 02 Wilson Santos classifica Operação da PF como “terremoto político” e defende CPI da Oi.mp3 |
Foto da manchete: Assessoria/Divulgação
Por Jurandir Antonio – Voz: Enéas Jacobina
Texto do áudio
O deputado estadual Wilson Santos, do PSD, classificou a Operação deflagrada pela Polícia Federal na última semana, como “uma bomba” e “um terremoto na política de Mato Grosso” e disse que a investigação representa um importante passo nas apurações que envolvem o acordo de 308 milhões de reais firmado entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi.
Ele acrescenta que havia muita fumaça em relação ao fato e que poucos acreditavam neste desfecho e considera sendo um dos maiores escândalos de Mato Grosso.
O parlamentar explica que a origem do caso remonta à mudança na política tributária do Estado ocorrida no ano de 2009, quando Mato Grosso passou a cobrar ICMS sobre serviços de telecomunicações.
Tanto que na época, a Oi contestou judicialmente a cobrança e a disputa se prolongou por mais de uma década.
Wilson lembrou que mesmo sabendo que a Oi não tinha mais esse direito, o Governo de Mato Grosso continuou as negociações. Isso se arrastou por mais 24 dias e terminou com o acordo de 308 milhões.
Wilson Santos também chama atenção para o caminho percorrido pelo dinheiro após o pagamento.
Segundo ele, o dinheiro passou por diversos e diferentes fundos de investimento e estruturas financeiras. Santos reforça que o dinheiro foi dissolvido, repartido, descentralizado, numa estratégia para tentar ocultar onde verdadeiramente foi parar.
Wilson Santos salienta que o caso já vinha sendo acompanhado pela Assembleia Legislativa antes mesmo da deflagração da operação.
Na opinião do deputado, existe muita fundamentação na investigação e provas contundentes e esses recursos públicos foram parar na conta de pessoas físicas, parentes e empresas que precisam ser investigadas. “Tem muita gente envolvida”, alertou Wilson.
Para Wilson Santos, a Operação Heritage demonstra a importância de não interromper a investigação parlamentar.
Desde o final de fevereiro, parlamentares discutem a criação de uma CPI, Comissão Parlamentar de Inquérito, para apurar o acordo de 308 milhões de reais.
Wilson reforçou que a CPI é necessária e a Assembleia Legislativa tem o dever constitucional de fiscalizar.
Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina