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Foto da manchete: Assessoria PMVG
Por Jurandir Antonio – Voz: Yaponira Cavalcanti
Texto do áudio
A violência contra a mulher nem sempre começa com uma agressão física.
Em muitos casos, o ciclo é precedido por comportamentos como ciúme excessivo, ameaças, humilhações, controle financeiro, restrições sobre roupas e amizades e até fiscalização do celular.
São atitudes que podem ser naturalizadas no início de um relacionamento, mas que também caracterizam formas de violência e podem se agravar com o tempo.
Em Mato Grosso, sete mil 159 mulheres vítimas de violência doméstica foram acompanhadas pela Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar em 2025.
O número representa crescimento de 26,3% em relação ao ano anterior, quando cinco mil 670 mulheres foram atendidas pelo programa.
Em Várzea Grande, os números da Justiça também revelam a dimensão do problema.
A comarca registrou mil 421 novos processos de medidas protetivas de urgência ao longo de 2025, média de quase 118 solicitações por mês.
O dado não corresponde ao total de vítimas de violência no município, mas demonstra a quantidade de mulheres que recorreram ao Judiciário em busca de proteção.
É nesse contexto que as ações do Agosto Lilás, campanha de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher, procuram ampliar o acesso à informação e orientar vítimas sobre como identificar situações de risco e procurar ajuda.
Em Várzea Grande, o Centro Especializado de Atendimento às Vítimas funciona no Fórum do município, de segunda a sexta-feira, entre meio dia e sete horas da noite, oferecendo acolhimento e orientação.
O serviço também atende pelo WhatsApp (65) 3688-8404.
Outra alternativa é a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis de Várzea Grande, que desde maio passou a funcionar em regime de plantão 24 horas.
O telefone para contato é (65) 98173-0670.
A rede de atendimento busca garantir que mulheres em situação de violência tenham acesso à orientação, proteção e aos mecanismos legais disponíveis antes que a situação evolua para agressões ainda mais graves.
Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Yaponira Cavalcanti