Suinocultura fecha 2025 com recordes de exportação e projeta 2026 com foco nos custos

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Foto da manchete: Wenderson Araujo/Trilux / Sistema CNA/Senar

Por Jurandir Antonio – Voz: Eneas Jacobina

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O ano de 2025 foi marcado por resultados expressivos para a suinocultura brasileira, impulsionados principalmente pelos recordes de exportação alcançados pelo país. 

Mato Grosso acompanha esse desempenho positivo e registra números históricos tanto em exportações quanto em abates, evidenciando a força de recuperação da atividade após os desafios enfrentados em 2022 e 2023. 

Um dos marcos mais relevantes de 2025 foi o reconhecimento do Brasil como zona livre de febre aftosa sem vacinação. 

A conquista amplia as expectativas de abertura de novos mercados e reforça o trabalho sério e contínuo realizado pelo país, especialmente por Mato Grosso, na manutenção de um elevado status sanitário. 

Outro destaque do ano foi a mudança no perfil dos compradores da carne suína brasileira. 

Tradicionalmente lideradas por China e Hong Kong, as exportações passaram a contar com maior protagonismo das Filipinas, além do fortalecimento de mercados exigentes como Japão, México e outros países. 

Segundo a CNA, Confederação Nacional da Agricultura, a produção nacional deve atingir quase cinco milhões e meio de toneladas em 2025, alta de 2,0% em relação a 2024.  

No acumulado de janeiro a novembro, as exportações brasileiras de carne suína cresceram 10,8%, superando o volume de 2024, que já havia sido um ano recorde. 

As Filipinas consolidaram-se como o principal destino, representando 24,5% da receita, seguidas por Japão, China e Chile. 

De acordo com os dados compilados pela Sedec, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, as exportações de carne suína passaram de quase 60 milhões de dólares entre janeiro e novembro de 2024 para mais de 68 milhões de dólares no mesmo intervalo de 2025. 

O setor manteve crescimento impulsionado pela ampliação de mercados compradores, sobretudo na Ásia.  

Para 2026, o principal ponto de atenção do setor está relacionado aos custos de produção. 

O risco de menor produtividade e qualidade do milho acende um alerta, já que o grão representa um dos principais componentes do custo da suinocultura.