Sob críticas da oposição, prefeito de Cuiabá suspende desinfecção de condomínios com o uso de drones

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Jurandir Antonio - Vinícius Antônio

Após receber críticas de vereadores da oposição, que condenaram o uso de drones para a desinfecção de condomínios em Cuiabá, o prefeito Emanuel Pinheiro, do MDB, decidiu suspender temporariamente a ação e encaminhar o contrato de aluguel dos equipamentos para os órgãos fiscalizadores.

 

A Prefeitura começou o trabalho com os drones no início desta semana, como medida de combate a propagação do novo coronavírus.

 

A princípio, seriam utilizados três equipamentos com capacidade de dez litros de uma substância desinfetante, cada, e que podem fazer de 15 a 20 voos diários.

 

Pelo serviço, a prefeitura da capital pagaria 280 mil reais ao mês, por três aparelhos. Além dos veículos de voo não tripulado, o contrato prevê, ainda, o fornecimento dos pilotos para manuseio especializado dos equipamentos.

 

Na avaliação, dos vereadores de oposição, o serviço é muito caro e terá pouco resultado no combate a doença.

 

“Estou determinando a suspensão temporária dos serviços de higienização pelos drones e encaminhando o processo ao Tribunal de Contas, para que realize uma análise criteriosa, inclusive a pesquisa de preço de mercado e tudo que se fizer necessário para tirar qualquer dúvida e mostrar a seriedade das ações da Prefeitura”, afirmou o prefeito.

  

Emanuel criticou o que chamou de “politicagem” e afirmou que um levantamento técnico irá comprovar a lisura da medida que havia sido adotada.

 

Os drones seriam utilizados pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos para a realização dos serviços de segunda-feira a sábado, em aproximadamente 40 lugares de Cuiabá, pelos próximos 90 dias.

 

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