Presidente do STF visita Cuiabá, conversa com estudantes, nega saída do Supremo e refuta “ditadura do judiciário”

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Foto da manchete: Assessoria/Divulgação

Por Jurandir Antonio – Voz: Enéas Jacobina

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Cerca de 400 alunos do Colégio Liceu Cuiabano tiveram a oportunidade de ouvir o presidente do STF, Supremo Tribunal Federal, do CNJ, Conselho Nacional de Justiça, ministro Luís Roberto Barroso, durante o lançamento do projeto “Diálogos com a Juventude”, que aconteceu nesta segunda-feira, em Cuiabá.

Durante a palestra, Barroso compartilhou experiências pessoais e lições de vida que considera essenciais para o sucesso e a realização pessoal.

O Liceu Cuiabano foi a primeira escola do país a receber o projeto Diálogos com as Juventudes, que será estendida a outras nove instituições de ensino em diferentes regiões do Brasil.

O projeto inclui debates, oficinas conduzidas por magistrados, materiais pedagógicos e discussões sobre diversidade étnico-racial, cidadania digital, justiça climática e direitos humanos.

Na conversa com os estudantes cuiabanos, Barroso afirmou que nenhuma vida completa é feita só de sucessos. Embora, segundo ele, a gente deva sonhar na vida, a gente não consegue realizar todos os sonhos.

O ministro disse ainda que a gente deve ter a inteligência emocional de lidar com a vida. Isso significa não ser arrogante na vitória, nem se sentir derrotado nos insucessos.

Em outro momento, Barroso afirmou que não divide a vida entre direita e esquerda. E sim, divide a vida entre pessoas íntegras, pessoas competentes e pessoas de bom caráter.

O presidente do STF lembrou ainda que “quem pensa diferente de mim, não é meu inimigo”, ao comentar sobre as divergências vividas no Brasil atualmente. 

Para o magistrado, a polarização entre diferentes grupos sempre existiu, a "novidade" é a intolerância e esta deve ser combatida. 

O magistrado destaca que há espaço na democracia para todas as opiniões, linhas ideológicas e modo de viver. O que precisa ser consenso é o respeito mútuo e o senso de convívio no coletivo

Segundo sua visão, a democracia precisa de civilidade e respeito entre adversários.

Barroso aproveitou para desmentir os rumores sobre uma possível saída antecipada do Supremo. Ao ser questionado sobre o assunto afirmou: “Não, não tô me aposentando. Tô feliz da minha vida”, garantiu o ministro, colocando fim às especulações. 

Luis Roberto Barroso refutou ainda a narrativa, defendida por uma parcela da população, de que o Brasil estaria vivendo uma “ditadura do Judiciário”. 

O ministro lembrou que só diz isso quem não tenha vivido uma ditadura.

O magistrado explicou que as ditaduras são regimes políticos em que há absoluta falta de liberdade, em que há tortura, em que há censura, em que há pessoas que vão para o exílio, há pessoas que são aposentadas compulsoriamente. E nada disso acontece no Brasil.