Preço do suíno vivo segue pressionado pelo aumento de oferta e preocupa produtores

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Foto da manchete: Reprodução Web

Por Jurandir Antonio – Voz: Enéas Jacobina

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O mercado brasileiro de suínos encerrou a última semana com preços estáveis a mais baixos tanto para o animal vivo quanto para os principais cortes comercializados no atacado.

O cenário continua desafiador para os produtores, que enfrentam margens cada vez mais apertadas diante da combinação entre oferta elevada e demanda ainda insuficiente para sustentar uma recuperação consistente das cotações.

Segundo análise da consultoria Safras & Mercado, o setor segue pressionado pelo excedente de oferta disponível no mercado interno e pelo comportamento cauteloso da indústria frigorífica, que mantém postura conservadora nas compras.

De acordo com o analista Allan Maia, a comercialização permanece lenta, refletindo diretamente na formação dos preços do suíno vivo.

Os frigoríficos acompanham o desempenho da carne suína no atacado, que continua apresentando pouca movimentação e sem sinais concretos de valorização no curto prazo.

Apesar das dificuldades atuais, agentes do mercado mantêm perspectivas mais favoráveis para o consumo nas próximas semanas.

Entre os fatores que podem estimular a demanda estão a entrada de salários na economia, a maior competitividade da carne suína frente à carne bovina, as temperaturas mais amenas registradas em diversas regiões do país e a aproximação da Copa do Mundo.

A carne suína tem ganhado espaço nas escolhas dos consumidores devido à diferença de preços em relação à proteína bovina, o que pode contribuir para um aumento das vendas no varejo e no atacado.

Ainda assim, a preocupação entre os suinocultores permanece elevada.

O enfraquecimento das cotações tem impactado diretamente a rentabilidade da atividade, aumentando a pressão sobre os custos de produção e reduzindo as margens do setor.

Levantamento realizado pela Safras & Mercado aponta que a média nacional do quilo do suíno vivo caiu de cinco reais e 38 centavos para cinco reais e 36 centavos, ao longo da última semana.

Entre os principais estados produtores, as cotações apresentaram comportamento predominantemente estável, com algumas quedas pontuais.

Mato Grosso, por exemplo, registrou estabilidade em cinco reais e cinquenta centavos. Já em Rondonópolis a cotação atingiu cinco reais e 70 centavos.

Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina