| 04 Preço do suíno vivo segue pressionado pelo aumento de oferta e preocupa produtores.mp3 |
Foto da manchete: Reprodução Web
Por Jurandir Antonio – Voz: Enéas Jacobina
Texto do áudio:
O mercado brasileiro de suínos encerrou a última semana com preços estáveis a mais baixos tanto para o animal vivo quanto para os principais cortes comercializados no atacado.
O cenário continua desafiador para os produtores, que enfrentam margens cada vez mais apertadas diante da combinação entre oferta elevada e demanda ainda insuficiente para sustentar uma recuperação consistente das cotações.
Segundo análise da consultoria Safras & Mercado, o setor segue pressionado pelo excedente de oferta disponível no mercado interno e pelo comportamento cauteloso da indústria frigorífica, que mantém postura conservadora nas compras.
De acordo com o analista Allan Maia, a comercialização permanece lenta, refletindo diretamente na formação dos preços do suíno vivo.
Os frigoríficos acompanham o desempenho da carne suína no atacado, que continua apresentando pouca movimentação e sem sinais concretos de valorização no curto prazo.
Apesar das dificuldades atuais, agentes do mercado mantêm perspectivas mais favoráveis para o consumo nas próximas semanas.
Entre os fatores que podem estimular a demanda estão a entrada de salários na economia, a maior competitividade da carne suína frente à carne bovina, as temperaturas mais amenas registradas em diversas regiões do país e a aproximação da Copa do Mundo.
A carne suína tem ganhado espaço nas escolhas dos consumidores devido à diferença de preços em relação à proteína bovina, o que pode contribuir para um aumento das vendas no varejo e no atacado.
Ainda assim, a preocupação entre os suinocultores permanece elevada.
O enfraquecimento das cotações tem impactado diretamente a rentabilidade da atividade, aumentando a pressão sobre os custos de produção e reduzindo as margens do setor.
Levantamento realizado pela Safras & Mercado aponta que a média nacional do quilo do suíno vivo caiu de cinco reais e 38 centavos para cinco reais e 36 centavos, ao longo da última semana.
Entre os principais estados produtores, as cotações apresentaram comportamento predominantemente estável, com algumas quedas pontuais.
Mato Grosso, por exemplo, registrou estabilidade em cinco reais e cinquenta centavos. Já em Rondonópolis a cotação atingiu cinco reais e 70 centavos.
Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina