| Caminhoneiros confirmam greve nacional a partir de segunda-feira.mp3 |
Foto da manchete: Tânia Rêgo | Agência Brasil
Por Jurandir Antonio – Voz: Vinícius Antônio
Texto do áudio:
O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores, Wallace Landim, conhecido como Chorão, afirmou que a paralisação dos caminhoneiros deve acontecer em todos os Estados do País.
Chorão não soube estimar quantos caminhoneiros estão dispostos a interromper as atividades a partir do dia 1º de novembro, mas diz que a adesão é “grande”.
Transportadores rodoviários e autônomos preveem interdição de rodovias e restrição da circulação de caminhões na paralisação nacional da categoria na segunda-feira.
“Já temos apoio de centrais sindicais e devemos ter da população também. Todo mundo está sofrendo com os preços dos combustíveis”, afirmou o líder dos caminhoneiros.
Chorão, que foi uma das principais lideranças da greve de 2018, garante que o movimento da próxima semana será semelhante ao de três anos atrás.
A Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores está à frente do movimento junto com o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas e com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística.
Será a primeira vez que estas entidades estarão juntas desde 2018. A insatisfação crescente com as promessas não cumpridas pelo governo de Jair Bolsonaro se tornou unanimidade na categoria, base eleitoral do presidente.
As principais reivindicações dos caminhoneiros são o cumprimento do piso mínimo do frete rodoviário, mudança na política de preço da Petrobras para combustíveis e aposentadoria especial a partir de 25 anos de contribuição, entre outras. A pauta completa de pedidos foi encaminhada ao Palácio do Planalto.
Os transportadores de combustíveis, chamados de “tanqueiros”, ainda avaliam a possibilidade de participação na greve dos caminhoneiros autônomos.