Ministério Público Eleitoral pede cassação do prefeito de Figueirópolis por compra de votos

Áudio
Download do arquivo abaixo: (ou botão direito em salvar link como)

Foto da manchete: Leo Martins

Por Jurandir Antonio – Voz: Enéas Jacobina

Texto do áudio:

 

O Ministério Público Eleitoral pediu a cassação do registro de candidatura e do diploma do prefeito de Figueirópolis D’Oeste, Ademir Felício Garcia conhecido como “Mirim” do Republicanos, e seu vice, João Raposa Filho, do União Brasil, por suspeita de crime eleitoral com oferta de cargos públicos e favorecimento na distribuição de unidades habitacionais no município.

O pedido do promotor de Justiça Eduardo Antonio Ferreira Zaque ao Judiciário foi feito após oitiva de testemunhas e reunião de provas, como fotos e vídeos, nos autos da Ação de Investigação Judicial Eleitoral.

A ação foi proposta pelo diretório municipal do PSDB de Figueirópolis, que denunciou as evidências de compra de votos num evento de cunho eleitoral.

Segundo o promotor, no processo ficou comprovado que os dois candidatos promoveram no dia sete de junho de 2024, uma festa com distribuição de comida, bebida e show ao vivo para 150 eleitores na fazenda do então prefeito Eduardo Vilela, também do Republicanos, e apoiador de “Mirim” e Raposa.

Neste evento de campanha, estavam pessoas que receberam promessas de cargos públicos e obtenção da casa própria através dos programas habitacionais caso votassem nos candidatos nas eleições de outubro passado.

De acordo com o promotor, a gravidade dos fatos confirmados pelas provas atenta contra a liberdade do eleitor, especialmente os mais vulneráveis, corrompendo a legitimidade do processo eleitoral.

Por isso requereu a aplicação das punições previstas na legislação eleitoral, a cassação do registro e do diploma, pois “Mirim” já foi diplomado e empossado como prefeito.

Em sua defesa, o prefeito e seu vice alegaram que o evento não teve objetivos eleitorais, sendo apenas uma festa de inauguração de uma área de lazer da fazenda.

Ademir Felício Garcia foi eleito com mil 209 votos, contra mil 117 dados a Layr Mota, do PSDB, uma diferença de apenas 92 votos.

Para Layr, as eleições foram fraudadas através da compra descarada de votos.