Mauro Mendes reafirma que Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá será definitivamente fechada

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Foto da manchete: Reprodução Web

Por Jurandir Antonio – Voz: Enéas Jacobina

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O governador Mauro Mendes reafirmou esta semana que a Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá será definitivamente fechada.

Segundo ele, todos os serviços prestados na unidade serão transferidos para hospitais construídos pelo Estado, como o Hospital Central, que deverá ser inaugurado em setembro.

Em tom de declaração, Mendes afirmou que já falou mais de 10 vezes sobre esse assunto.

Segundo ele, a decisão anunciada há meses segue inalterada, apesar de protestos recentes realizados por médicos, pacientes e representantes da comunidade.

Depois do posicionamento do governador, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, afirmou que a Santa Casa de Misericórdia está sendo “deixada de lado” e criticou a falta de interesse dos demais em encontrar uma solução para o hospital, que é o mais antigo do estado.

Brunini afirmou ainda que estuda assume a unidade, mesmo sem condições financeiras para custear a compra do imóvel.

Ele revelou que estuda a possibilidade de a própria Prefeitura de Cuiabá assumir o compromisso de compra do prédio, com um acordo judicial que permite o parcelamento da dívida, a fim de preservação do hospital e sua função social.

E nesta quarta-feira, a Câmara Municipal de Cuiabá vai realizar uma audiência pública convocada pelo vereador Alex Rodrigues, do PV, para discutir sobre o fechamento definitivo da antiga Santa Casa de Misericórdia, anunciado pelo governador.

O encontro vai reunir autoridades, profissionais da saúde, representantes da sociedade civil e da comunidade em geral.

A busca esclareceu os impactos do encerramento das atividades da unidade, anunciada pelo Governo do Estado, que prevê a desativação da estrutura em dezembro deste ano, com a inauguração do novo Hospital Central.

A Santa Casa, fundada há mais de um século, tem um histórico de importância no atendimento hospitalar da capital e sua desativação tem gerado preocupação em diversos setores.

Durante a audiência, também serão discutidas alternativas para o uso do prédio, a redistribuição de atendimentos e o impacto na rede de saúde pública de Cuiabá.