| 04 Incentivo ao etanol atrai R$ 27 bilhões em investimentos para usinas de Mato Grosso.mp3 |
Foto da manchete: Divulgação/Assessoria BIOIND-MT
Por Jurandir Antonio – Voz: Enéas Jacobina
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Desde 2017, as usinas de etanol investiram 27 bilhões de reais em Mato Grosso, e outros seis bilhões e 800 milhões de reais estão previstos até 2028.
Esse movimento foi impulsionado pela política estadual de incentivos, como o PRODEIC, e já se reflete nos cofres públicos: em 2025, a arrecadação estimada de ICMS associada ao setor chegou a cerca de três bilhões de reais, ou seja, um bilhão e 100 milhões de reais a mais do que os um bilhão e 900 milhões de reais concedidos em incentivos no mesmo ano.
São recursos que financiam serviços públicos no estado e nos municípios.
Os dados são de levantamento do Observatório de Mato Grosso, ligado à Fiemt, Federação das Indústrias de Mato Grosso, em parceria com o BIOIND, Sindicato das Indústrias de Bioenergia de Mato Grosso.
Para o presidente do BIOIND, José Fernando Mazuca Filho, os grandes investimentos realizados na implantação e ampliação de usinas em território mato-grossense têm reflexos no aumento da arrecadação de impostos e foram viabilizados pelo aprimoramento das políticas industriais.
Segundo ele, com apoio, o setor de etanol cresce, e a participação da indústria de etanol na arrecadação estadual de ICMS, que era de 4% em 2019, já é de 12%.
É visível que o crescimento da atividade industrial traz reflexos não só para a economia de Mato Grosso, mas também para os municípios localizados no entorno das usinas”, afirma Mazuca.
Ainda de acordo com o estudo, entre 2020 e 2025, a arrecadação estimada foi de quase 11 bilhões de reais em ICMS associado ao setor, em comparação aos seis bilhões e meio de reais em incentivos concedidos.
O levantamento aponta ainda que para cada um real concedido em incentivo, as usinas realizaram quatro reais e 10 centavos em investimentos privados.
Mazuca Filho lembrou que produzir etanol em Mato Grosso significa estar distante dos principais mercados consumidores e enfrentar custos logísticos mais altos.
Ele destacou que o PRODEIC é importante para compensar parte dessa desvantagem e permitir que as indústrias mato-grossenses concorram em condições mais equilibradas.
Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina