Habitação: custos pressionam orçamento de famílias e elevam risco de inadimplência; especialista aponta sinais de alerta

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O custo para manter a moradia tem levado famílias brasileiras a cortar outras despesas para conseguir pagar aluguel ou financiamento.

Uma pesquisa da Habitat para a Humanidade Brasil, realizada com MIL E QUATROCENTOS brasileiros entre abril e junho de 2026, mostra que 74% reduziram pelo menos um gasto no último ano para arcar com os custos de habitação.

Dos entrevistados, 48% reduziram despesas com alimentação. Outros 34% cortaram gastos essenciais, como alimentação, medicamentos e vestuário.

Segundo o especialista em Direito Imobiliário Stefano Ribeiro Ferri, um sinal de alerta é quando a moradia passa a consumir uma parcela muito alta da renda ou quando o pagamento depende constantemente de cartão de crédito, empréstimos ou cortes em despesas essenciais.

A orientação é buscar alternativas antes mesmo do primeiro atraso.

Stefano Ribeiro Ferri alerta que deixar de pagar e esperar que a situação se resolva com o tempo pode aumentar os riscos para o consumidor.

ABRE ASPAS - “O ideal é não esperar o primeiro atraso para procurar uma solução. A renegociação antecipada costuma oferecer mais alternativas do que uma negociação feita depois que a dívida já se acumulou” - FECHA ASPAS.

No caso do aluguel, pode ser possível negociar valores, prazos e condições de pagamento. Dependendo da situação, também pode ser avaliada uma desocupação planejada.

Nos financiamentos, as alternativas dependem do contrato e da situação de cada consumidor.

A principal recomendação é evitar criar novas dívidas apenas para adiar o problema.

O especialista recomenda fazer um diagnóstico da renda e de todas as dívidas, analisar o contrato antes de uma renegociação e não ignorar notificações do proprietário ou da instituição financeira.

Ferri aponta, ainda, que a revisão judicial de cobranças ou cláusulas abusivas também pode ser avaliada em situações específicas. No entanto, a simples dificuldade financeira não significa que o contrato poderá ser alterado pela Justiça.

Reportagem, Bianca Mingote