Deputado nega irregularidades e diz que dinheiro de emendas bancou kits para escolas militares

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Foto da manchete: Secom ALMT

Por Jurandir Antonio – Voz: Enéas Jacobina

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O deputado estadual Elizeu Nascimento, do Novo, garantiu que o dinheiro em espécie, apreendido na casa dele, durante a Operação Emenda Oculta, é regular e consta nas suas declarações de bens e Imposto de Renda.

Ao todo, foram 150 mil reais em dinheiro vivo encontrados na casa do parlamentar.

Ele é suspeito de participar de um esquema de desvio de emendas por meio de uma organização social.

Nesta quarta-feira, Elizeu justificou a destinação de mais de sete milhões de reais em emendas às entidades investigadas.

Segundo ele, os valores foram empregados na educação militar.

O deputado explicou que os mais de sete milhões representam investimentos de três anos na educação militar.

De acordo com Eliseu, com o dinheiro foram comprados e entregues aos alunos aproximadamente 22 mil kits de uniformes de educação física para 25 escolas militares em todo Mato Grosso.

A Operação Emenda Oculta foi deflagrada no fim de abril como desdobramento da Operação Gorjeta em 27 de janeiro deste ano que afastou o vereador Chico 2000, do PL, da Câmara de Cuiabá.

À época, o parlamentar foi associado ao suposto desvio de emendas para realização de corridas na capital.

Os nomes de Elizeu e do irmão, o vereador Cezinha Nascimento, do União Brasil, teria aparecido em celulares apreendidos na operação que investigou Chico indicando a suposta participação do deputado e do irmão no mesmo tipo de esquema.

No decorrer da operação, os policiais encontraram 200 mil reais em espécie com os irmãos.

A maior parte foi encontrada no quarto de Elizeu, e 50 mil reais na casa do vereador Cezinha.

O deputado Elizeu Nascimento explicou que os 150 mil reais em espécie apreendidos na casa dele seriam de salário, verba indenizatória e aposentadoria da Polícia Militar.

“Eu estou tranquilo, não fizemos nada de errado”, garantiu o parlamentar.

De acordo com a apuração, investigadores identificaram que agentes políticos estariam direcionando emendas parlamentares para dois institutos: o ISMAT, Instituto Social Mato-grossense, e o IBRACE, Instituto Brasil Central, com o objetivo de desviar os recursos destinados às entidades.

Para viabilizar o esquema, segundo a investigação, era utilizada a empresa Sem Limites Esporte e Evento, que recebia valores dos institutos e posteriormente repassava quantias aos parlamentares responsáveis pelas emendas.

Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina