| 09 Conheça 16 profissões que devem crescer na indústria até 2035.mp3 |
Um estudo do Observatório Nacional da Indústria, da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, identificou 16 perfis profissionais que devem ganhar relevância até 2035 diante do avanço da transição para uma economia de baixo carbono.
O levantamento mostra que a transformação da indústria vai além da adoção de novas tecnologias. O processo exige profissionais com conhecimentos técnicos atualizados, capacidade de inovação e competências em sustentabilidade, além de habilidades para desenvolver soluções voltadas à descarbonização, economia circular, digitalização e adaptação às mudanças climáticas.
Segundo o especialista em Política e Indústria da CNI, Marcello Pio, embora a oferta de cursos no país tenha avançado em áreas como energias renováveis e gestão ESG, ainda existem lacunas em áreas emergentes e estratégicas para a economia verde.
Entre elas estão inteligência artificial aplicada à sustentabilidade, rastreabilidade ambiental, gestão de riscos climáticos, armazenamento de energia, hidrogênio de baixo carbono, mercados de carbono e economia circular.
As 16 profissões identificadas pelo estudo são: Gestor de Descarbonização Corporativa; Especialista em Economia Circular e Valorização de Recursos; Analista de Dados para Sustentabilidade; Especialista em Cadeias de Suprimentos Sustentáveis; Gestor de Riscos Climáticos e Resiliência; Especialista em Tecnologias para Transição Energética; Gestor de Hidrogênio Verde e Combustíveis de Baixo Carbono; Especialista em IA para Sustentabilidade; Arquiteto de Sistemas de Rastreabilidade Ambiental; Especialista em Finanças Verdes e Investimentos Sustentáveis; Gestor de Transformação Verde Organizacional; Especialista em Materiais Sustentáveis e Química Verde; Especialista em Eficiência Energética Industrial; Engenheiro de Soluções de Armazenamento de Energia; Consultor ESG e de Sustentabilidade; e Educador e Facilitador para Cultura da Sustentabilidade.
A identificação dos perfis deve subsidiar o SENAI na atualização do portfólio de cursos para atender às novas demandas do setor.
Reportagem, Paloma Custódio