| 08 CAT Sorriso impulsiona a produção sustentável no coração do agronegócio de Mato Grosso.mp3 |
Foto da manchete: Assessoria/Divulgação
Por Jurandir Antonio – Voz: Yaponira Cavalcanti
Texto do áudio
Economizar combustível, preservar nascentes, reduzir a erosão e produzir soja com reconhecimento internacional.
Em Sorriso, no Médio-Norte de Mato Grosso, uma das principais regiões produtoras de grãos do país, esses objetivos passaram a caminhar juntos a partir de uma mudança decisiva na forma de cultivar a terra.
Há 24 anos, a Associação Clube Amigos da Terra, CAT Sorriso, mobiliza produtores rurais para transformar práticas agrícolas e demonstrar que a sustentabilidade pode gerar resultados ambientais, econômicos e sociais sem abrir mão da produtividade.
A dimensão dessa transformação aparece nos números.
Sob a gestão do CAT Sorriso, o programa Gente que Produz e Preserva encerrou a safra 2024/2025 com 686 mil toneladas de soja certificadas pelo padrão internacional RTRS.
Entre 2015 e 2025, o grupo passou de nove para 53 fazendas certificadas, abrangendo aproximadamente 290 mil hectares.
Em dez anos, os produtores acumularam sete milhões e meio de dólares em bonificações financeiras relacionadas à certificação.
Os resultados são fruto de uma trajetória que começou com uma preocupação concreta: impedir que a própria atividade agrícola comprometesse o patrimônio natural do qual depende.
No fim da década de 1990, a região de Sorriso ainda passava pelo período de abertura de novas áreas.
Para isso, era necessário o revolvimento intenso da terra com grades e arados, para produção agrícola.
Em períodos de chuva forte, o solo descoberto ficava vulnerável à erosão, e parte da terra era carregada para rios e nascentes.
A mudança defendida pela associação tem um princípio simples: em vez de revolver continuamente a terra, o plantio direto mantém a palhada das culturas sobre a superfície e reduz as operações de preparo do solo.
Essa cobertura protege a área contra o impacto das chuvas, favorece a infiltração da água e contribui para conservar a fertilidade e a estrutura do terreno.
O produtor rural Darcy Ferrarin, primeiro presidente do CAT Sorriso, o sistema de plantio direto foi um avanço extraordinário, uma coisa que chama atenção porque além da economia que se faz de óleo diesel, redução de fertilizante, redução de calcário, porque aquilo que se põe no solo, ele fica por ali e é absorvido pelas raízes da planta e não absorvido por enxurradas.
Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Yaponira Cavalcanti