CARTEL? Fávaro aciona CADE para apurar preços dos combustíveis nas bombas em Mato Grosso

Foto da manchete: Divulgação/Assessoria

Por Assessoria – Da Redação – Voz: Ana Rosa Lima

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O senador Carlos Fávaro, do PSD, acionou o Cade, Conselho Administrativo de Defesa Econômica, para que o órgão verifique a formação dos preços dos combustíveis cobrados nos postos de Mato Grosso.

A medida foi anunciada pelo senador diante das reclamações dos consumidores sobre os aumentos registrados nas bombas.

Segundo Fávaro, o objetivo é identificar se os reajustes possuem justificativa econômica ou se existem indícios de combinação de preços e outras práticas que possam prejudicar a livre concorrência.

O Cade é responsável por investigar possíveis infrações à ordem econômica, como a formação de cartel e a adoção de condutas coordenadas entre empresas.

Consumidores de Cuiabá reclamam que o litro da gasolina superou os sete reais em muitos estabelecimentos.

O etanol seguiu o mesmo movimento e subiu de aproximadamente três reais 79 centavos para mais de quatro reais nas últimas semanas.

No entanto, os consumidores afirmam que, em municípios mais distantes da capital, os preços estariam menores. A possível coordenação de preços entre postos na capital e no interior será investigada.

Dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis apontam que a gasolina acumulou alta de 7,39% na capital mato-grossense em seis meses.

A apuração também deverá avaliar se as reduções feitas pelo Governo Federal estão sendo repassadas ao consumidor.

As medidas recentes reduziram tributos federais sobre a gasolina e zeraram temporariamente a cobrança sobre o etanol, com o objetivo de aliviar os custos para as famílias, os trabalhadores, os transportadores e o setor produtivo.

Fávaro ressaltou que os postos possuem liberdade para definir seus preços, mas que o mercado deve funcionar com transparência e concorrência efetiva.

Para o senador, qualquer redução de impostos ou de custos ao longo da cadeia precisa chegar à população, em vez de ficar concentrada entre produtores, distribuidores e revendedores.

Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Ana Rosa Lima