Câmara repudia vereador suspeito de atirar contra apoiadores de Lula em General Carneiro

Áudio
Download do arquivo abaixo: (ou botão direito em salvar link como)

Foto da manchete: Reprodução

Por Jurandir Antonio – Voz: Enéas Jacobina

Texto do áudio


A Câmara Municipal de General Carneiro repudiou atos de violência após o vereador Marcos Aurélio Bento Pena, do MDB, ser preso suspeito de atirar contra pessoas que comemoravam o resultado das eleições presidenciais no município, na noite do último domingo.

O episódio deixou uma mulher ferida e mobilizou a Polícia Militar, que negociou por cerca de 50 minutos até conseguir a rendição do parlamentar.

Em nota oficial divulgada nesta segunda-feira, a Presidência da Casa Legislativa lamentou o ocorrido e manifestou solidariedade às vítimas e aos familiares.

O documento também defendeu a apuração rigorosa dos fatos pelas autoridades competentes e reafirmou o compromisso da instituição com a legalidade, a segurança pública e o Estado Democrático de Direito.

A manifestação destaca que divergências políticas não justificam atos de violência.

A Câmara, porém, não antecipou conclusões sobre a responsabilidade do vereador enquanto o caso segue sob investigação.

Segundo informações da Polícia Militar, a ocorrência foi registrada por volta das 10 horas da noite de domingo, quando o parlamentar, que é bombeiro militar da reserva, teria efetuado disparos da janela de sua residência em direção a pessoas reunidas nas proximidades de uma lanchonete, durante a comemoração eleitoral.

A negociação para que ele se entregasse durou aproximadamente 50 minutos.

Diante da aglomeração de moradores e do risco de agressões contra o suspeito, os policiais o algemaram e o transportaram no compartimento de segurança da viatura.

Durante a ocorrência, foram apreendidas a arma apontada como utilizada nos disparos, outras duas armas de fogo e munições.

De acordo com o registro policial, duas mulheres, de 24 e 20 anos, foram identificadas como vítimas.

A mais velha sofreu ferimentos leves na cabeça e no braço direito e recebeu atendimento no Hospital Municipal.

Na unidade policial, o vereador teria confirmado que realizou os disparos e afirmado que assumiria a responsabilidade pelo ato.

O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias da ocorrência.

O parlamentar foi apresentado por suspeita de posse irregular de arma de fogo, lesão corporal e disparo de arma de fogo.

Ainda nesta segunda-feira, após pagar fiança de mil reais, o vereador foi solto.

À polícia, ele negou a intenção de acertar os manifestantes.

O parlamentar afirma que atirou para o alto e estilhaços de telhas teriam atingido duas mulheres que estavam no bar nos fundos da casa dele.

Durante o interrogatório, ele alegou ter utilizado uma arma de pressão e não uma arma de fogo.

Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina