Assembleia Legislativa instala CPI que vai investigar gastos na Secretaria de Estado de Saúde

Áudio
Download do arquivo abaixo: (ou botão direito em salvar link como)

Foto da manchete: Montagem/Assessoria

Por Jurandir Antonio – Voz: Eneas Jacobina

Texto do áudio:

A Assembleia Legislativa oficializou, esta semana, a formação da CPI, Comissão Parlamentar de Inquérito, que vai investigar o exercício financeiro da Secretaria Estadual de Saúde entre 2019 e 2022, período da pandemia de Covid-19.

A comissão será presidida pelo deputado estadual Wilson Santos, do PSD.

A composição da CPI, publicada no Diário Oficial, ficou definida com Wilson Santos, Dilmar Dal Bosco, do União Brasil, Beto Dois a Um, do Podemos, Chico Guarnieri, PRD, e Janaína Riva, do MDB, como membros titulares.

Os suplentes são Carlos Avallone, do PSDB, Paulo Araújo, PP, Lúdio Cabral, do PT, Dr. Eugênio, do PSB, e Thiago Silva, do MDB.

A definição dos integrantes ocorreu após determinação do presidente da Casa de Leis, Max Russi, que exigiu que os blocos parlamentares apresentassem suas indicações em até cinco dias úteis.

Apesar de ter prerrogativa regimental para indicar os membros diretamente, Russi optou por respeitar a proporcionalidade e a autonomia das lideranças partidárias.

A CPI terá como foco supostas irregularidades em licitações e contratos da Secretaria Estadual de Saúde, que foram alvo da Operação Espelho, conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção.

Na ocasião, Wilson Santos afirmou que agora a meta é aprofundar a análise sobre a movimentação financeira e o modo de atuação da Secretaria de Saúde, e tudo isso virá à tona.

De acordo com o parlamentar, é preciso esclarecer o que aconteceu, de fato, entre 2019 e 2023, em relação à aplicação dos recursos públicos do Estado, e isso é competência da CPI da Saúde.

Por sua vez, o governador Mauro Mendes afirmou que a CPI da Saúde, instalada na Assembleia Legislativa, tem viés político e não deve apresentar fatos novos.
Para ele, a instalação da CPI é uma “manobra política”.

“Nesse momento, em que temos tanta coisa séria para fazer, vamos perder tempo com isso”, lamentou o governador.

Com a formação definida, a comissão terá prazo de 180 dias para concluir os trabalhos, podendo ser prorrogado.

Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina