Arefloresta alerta que Mato Grosso já vive apagão de biomassa de eucalipto reflorestado

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Foto da manchete: Assessoria Arefloresta

Por Jurandir Antonio – Voz: Yaponira Cavalcanti

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Usada em indústrias de diferentes setores, a biomassa é, ao lado da energia elétrica, um insumo vital para a economia de Mato Grosso.

A demanda pelo insumo está em alta, fomentada principalmente por agroindústrias e usinas de etanol, cujas caldeiras consomem pequenos pedaços de eucalipto reflorestado.

A preferência a essa madeira tem dois motivos: eficiência na queima e ciclo sustentável. Mas o mercado produtor está em alerta.

A Arefloresta, Associação de Reflorestadores de Mato Grosso, calcula que o estado já enfrenta um déficit de biomassa de madeira reflorestada.

O presidente da entidade, Fausto Takizawa, explicou que se for considerado somente o volume de produção de etanol de milho projetado para 2026, seria preciso ter 198 mil hectares de eucalipto plantado no estado. Porém, a área atual é de 165 mil hectares, ou seja: 30 mil hectares a menos.

Na avaliação dele, a previsão para 2030 preocupa mais. Na ponta do lápis, os reflorestadores projetam 436 mil ha somente para atender a demanda das biorrefinarias de milho.

E, segundo Takizawa, o problema é que a primeira colheita do eucalipto plantado hoje será feita daqui a seis ou sete anos.

“Esse é o alerta”, reforça o engenheiro florestal. A entidade tem conversado com órgãos públicos e o setor produtivo sobre o “apagão” da biomassa de florestas plantadas.

A Arefloresta ressaltou que as florestas plantadas de eucalipto em Mato Grosso exercem um papel ambiental estratégico na descarbonização da economia e na preservação dos ecossistemas.

Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Yaponira Cavalcanti