Acrimat teme impacto com decisão da China de aplicar tarifas de 55% à carne brasileira

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Foto da manchete: Secom-MT

Por Jurandir Antonio – Voz: Eneas Jacobina

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A Acrimat, Associação dos Criadores de Mato Grosso, está preocupada com os reflexos das medidas de salvaguarda determinadas pela China para a carne bovina brasileira.

A entidade destaca que grandes frigoríficos exportadores do país também já manifestaram apreensão quanto ao impacto que essas medidas podem causar em toda a cadeia produtiva.

De acordo com a entidade, qualquer incidente, seja sanitário ou econômico, impacta negativamente no bolso do pecuarista, e é ele quem paga toda a conta no final.

A manifestação da Acrimat acontece depois que a China anunciou que vai impor uma tarifa adicional de 55% sobre as importações de carne bovina que ultrapassarem as cotas estabelecidas a partir de 2026.

Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, diante do anúncio, o governo brasileiro pretende negociar para continuar exportando carne bovina ao mercado chinês sem a incidência da taxação.

A medida anunciada pelo governo chinês preocupa o setor da pecuária brasileira, já que a China é um dos principais importadores da carne nacional.

Pecuaristas lembram que o segmento já sofreu impactos negativos recentes com o tarifaço imposto pelos Estados Unidos, o que obrigou o setor a reorganizar o mercado.

A associação avalia que os grandes exportadores brasileiros têm condições de pulverizar esse excedente sobretaxado para outros mercados, sem prejudicar o pecuarista brasileiro com manobras especulativas.

O Brasil ficou com uma cota de pouco mais de um milhão e 100 mil toneladas, o que corresponde a 44% do volume a ser importado à China com as tarifas regulares atuais.