TSE registra alta do eleitorado indígena e quilombola

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Renato Ribeiro - Repórter da Rádio Nacional

Edição: Leila Santos / Patrícia Serrão

Foto: Arquivo/Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Mais de 475 mil indígenas e quilombolas poderão votar nas eleições de outubro. 

São 225 mil pessoas a mais em relação a 2024. 

Em dois anos, o eleitorado indígena saltou de 155 mil para 287 mil — uma alta de 84%. 

A Região Norte concentra quase metade desses eleitores, cerca de 47%. 

A região também liderou o crescimento, seguida pelo Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

O Amazonas foi o estado com maior avanço.

Depois aparecem Pernambuco, Roraima, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Pará.

Entre as etnias, os maiores contingentes são Tikúna, Makuxí e Kokama.

Também é bom destacar que o número de quilombolas praticamente dobrou: foi de 95 mil pessoas para 188 mil.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, os dois grupos registraram crescimento expressivo em comparação com as eleições municipais de 2024.

De acordo com o TSE, o avanço reflete não apenas a variação do eleitorado, mas também o processo de qualificação do cadastro, que permite retratar com mais precisão a diversidade dos votantes.

Já entre os quilombolas, o Nordeste concentra o maior público, seguido por Sudeste, Norte, Centro-Oeste e Sul.

Por estado, Minas Gerais teve o maior crescimento, passando de 12 mil pessoas em 2024 para 31 mil em 2026.