| 02 TCE MT investiga supostas irregularidades em contratos de R$ 208 milhões na obra do autódromo.mp3 |
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Por Jurandir Antonio – Voz: Enéas Jacobina
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O TCE, Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, decidiu abrir investigação para apurar possíveis irregularidades em contratos da MT Par, Participações e Projetos S.A., destinados às obras do Autódromo Internacional, no Parque Novo Mato Grosso.
A decisão foi assinada, na última sexta-feira, pelo conselheiro Guilherme Maluf.
A apuração tem origem em uma denúncia encaminhada à Ouvidoria-Geral do TCE, que questiona três contratos firmados pela estatal em 2025, somando mais de 208 milhões de reais.
Entre as suspeitas apontadas estão fraudes em licitações, conflito de interesses, corrupção passiva, tráfico de influência e um suposto sobrepreço de aproximadamente três milhões de reais em uma das contratações.
O denunciante também cita suposta negligência na realização de uma etapa da Stock Car, disputada em novembro de 2025, quando as obras do autódromo ainda não estariam concluídas.
Segundo a representação, o evento terminou com um acidente que deixou pessoas feridas.
Ao analisar o caso, Guilherme Maluf entendeu que os argumentos apresentados pela MT Par não são suficientes para afastar, de imediato, as suspeitas levantadas.
Na decisão, o conselheiro destacou que as explicações da empresa exigem uma análise detalhada de documentos técnicos, contratos, planilhas orçamentárias e procedimentos administrativos.
Em manifestação encaminhada ao TCE, a MT Par pediu o arquivamento da denúncia.
A empresa sustentou que o aumento dos custos aconteceu porque o projeto deixou de contemplar apenas um autódromo e passou a incluir um complexo com centro de eventos, museus e parque aquático, além de alegar impacto da inflação sobre os preços da obra.
A estatal também negou qualquer irregularidade no processo licitatório e afirmou que a organização e a segurança da etapa da Stock Car eram de responsabilidade da promotora do evento e da federação de automobilismo.
Apesar de admitir a denúncia, Maluf negou o pedido para suspender imediatamente os repasses financeiros relacionados aos contratos.
Segundo o relator, não foi identificado risco imediato ao dinheiro público que justificasse uma medida de urgência.
Agora, a denúncia será analisada pela área técnica do Tribunal, que deverá avaliar contratos, planilhas, documentos de execução das obras e demais informações relacionadas ao empreendimento.
O TCE ressaltou que a investigação está em fase inicial e que o recebimento da denúncia não representa confirmação de irregularidades nem responsabilização dos envolvidos.
Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina