| 09 SUS terá programa de atendimento domiciliar a idosos.mp3 |
Carolina Pessoa - repórter da Rádio Nacional
Edição:Bel Pereira / Fran de Paula
Foto:Marcello Casal jr/Agência Brasil
O Ministério da Saúde lançou, nesta quinta-feira (18), no Rio de Janeiro, o Padi Brasil, Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa. A iniciativa inédita tem como objetivo fortalecer a atenção domiciliar à população idosa na área da Atenção Primária à Saúde. O investimento do governo federal será de R$ 500 milhões até 2027.
O programa vai levar equipes de saúde às residências de usuários idosos, especialmente aqueles com limitações de deslocamento, além de doenças crônicas, fragilidade ou maior vulnerabilidade clínica e social.
Entre as ações previstas estão atendimentos com equipes de diversas especialidades, avaliação global da pessoa idosa, elaboração, execução e monitoramento de um plano de cuidados e orientação e apoio às pessoas cuidadoras de idosos. Podem integrar essas equipes de profissionais, psicólogos, nutricionistas, cardiologistas e geriatras, entre outros especialistas, atuando em conjunto às equipes de Saúde da Família.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que o programa representa um avanço nos cuidados com as pessoas idosas.
“Dar um salto, avançar ainda mais no papel do SUS em cuidar dos idosos e das idosas do nosso país. A gente sabe que o SUS já é um grande espaço de acolhimento dos idosos e idosas. A nossa atenção primária em saúde, quando a gente vai em qualquer unidade básica de saúde, grande maioria, quem mais utiliza essa unidade de base de saúde são as pessoas que têm mais de 60 anos, por hipertensão, por diabetes, qualquer doença crônica, problema de saúde mental”.
O ministro reforçou ainda que o programa também é voltado para a atenção aos cuidadores das pessoas idosas.
“Ajudar não só do idoso, mas quem cuida do idoso também, porque não é fácil o papel do cuidador e da cuidadora, que às vezes é uma filha, uma neta, ou às vezes alguém que é contratado”.
Aumento da expectativa de vida
Além disso, o ministro falou sobre a necessidade de mudança de foco no atendimento primário de saúde, diante do aumento da expectativa de vida da população brasileira.
“A gente precisa se reorganizar, precisa pensar nos medicamentos, precisa reorganizar o serviço de saúde. As nossas unidades básicas de saúde, foram criadas num período em que o foco principal nosso era as crianças que estavam morrendo, vacinação, o nascimento dos bebês. Esse era o foco principal da criação das nossas unidades básicas de saúde”.
Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, o objetivo é levar o projeto a pelo menos mais cinco capitais de diferentes regiões do país ainda este ano. Ao todo, pouco mais de 2,7 mil municípios já solicitaram adesão ao programa.