STF vê ataques coordenados e manda PF investigar ataque a santa em Cuiabá

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Foto da manchete: Reprodução

Por Jurandir Antonio – Voz: Ana Rosa Lima

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O ministro do STF, Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, determinou nesta quarta-feira, que a Polícia Federal instaure um inquérito policial para investigar a destruição da imagem de Nossa Senhora Aparecida no monumento da Cruz do Chilão, que fica no bairro Santa Helena, em Cuiabá.

A medida foi tomada no âmbito de uma apuração mais ampla sobre uma série de atos de vandalismo e intolerância religiosa registrados em diferentes estados do país.

No despacho, Dino ressaltou que as informações colhidas até o momento apontam para um quadro preocupante de ataques coordenados ou sistemáticos a símbolos de fé de diversas matrizes religiosas.

Dino afirmou ainda que "o quadro é bastante grave, em que existem indícios de crimes variados, como: ultraje a culto, na modalidade vilipêndio; preconceito religioso; violência contra práticas religiosas; injúria qualificada por elemento religioso; ameaça, furto, dano, incêndio e violação de domicílio".

A inclusão da Polícia Federal no caso baseia-se no artigo 144 da Constituição Federal, dada a repercussão interestadual dos episódios e a necessidade de uma repressão uniforme a violações de direitos humanos e à liberdade de crença.

Dino incluiu Cuiabá na investigação porque no último dia 25 de setembro, a imagem de Nossa Senhora Aparecida, instalada ao pé do histórico monumento da Cruz do Chilão, foi encontrada quebrada e decapitada.

Na ocasião, a Arquidiocese da capital expressou forte repúdio ao ato de vandalismo, classificando o episódio como manifestação de intolerância religiosa.

A Arquidiocese de Cuiabá lembrou que a liberdade de consciência e de crença, bem como o livre exercício dos cultos religiosos, são direitos assegurados pela Constituição Federal.

Outro episódio em Mato Grosso aconteceu em Jauru, onde uma imagem religiosa foi destruída com um machado.

Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Ana Rosa Lima