Setor empresarial reage à crise institucional e cobra transparência do STF

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Duas mil setecentas e cinquenta e sete entidades empresariais assinaram um manifesto divulgado nesta quarta-feira, dia 9, com críticas à condução de questões envolvendo o Supremo Tribunal Federal.

O documento, articulado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a FIESP, pede que o Plenário do STF analise, em sessão pública, fatos que, segundo as entidades, estão relacionados à crise institucional no país.

Entre os signatários está a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB. O presidente da entidade, Alfredo Cotait Neto, que também está à frente da Associação Comercial de São Paulo e da Federação das Associações Comerciais de São Paulo, afirma que a iniciativa busca cobrar transparência da Corte.

O manifesto também relaciona a situação institucional à segurança jurídica e ao ambiente de negócios. O grupo afirma que a perda de confiança pode afetar investimentos e a atividade econômica.

O cientista político da Universidade de Brasília, Murilo Medeiros, avalia que a preocupação já ultrapassa o campo político e chega ao setor produtivo.

A manifestação ocorre em meio a episódios envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. A Polícia Federal divulgou mensagens atribuídas a Vorcaro, com referências a Moraes e ao escritório de advocacia da esposa do ministro.

Outro episódio ocorreu nesta semana, quando o ministro André Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

As entidades afirmam que o manifesto busca abrir espaço para uma análise pública dos fatos e reforçam que o STF, como guardião da Constituição, também deve prestar contas à sociedade. O documento sustenta que a legitimidade do Judiciário depende de transparência, imparcialidade e decisões fundamentadas.

Reportagem, Marquezan Araújo