| 04 SAÚDE EM ALERTA. Levantamento mostra que quase 30% dos adolescentes já experimentaram cigarro eletrônico.mp3 |
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Por Jurandir Antonio – Voz: Yaponira Cavalcanti
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O uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes brasileiros voltou a acender o alerta de especialistas em saúde.
Levantamento divulgado este ano pela Sociedade Brasileira de Pediatria mostra que quase três em cada dez jovens de 13 a 17 anos já experimentaram o dispositivo, percentual que subiu de 16,8% para quase 30% em apenas cinco anos, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar.
De acordo com a pneumologista e professora da Afya Ipatinga, Fernanda Lima, a nicotina presente na maioria dos cigarros eletrônicos é altamente viciante e pode comprometer o desenvolvimento cerebral dos adolescentes, afetando memória, atenção, aprendizado e controle dos impulsos.
A médica afirma ainda que a inalação do aerossol provoca inflamação das vias aéreas, aumenta o risco de infecções respiratórias e está associada a doenças cardiovasculares, lesão pulmonar aguda, intoxicações e queimaduras causadas por explosões das baterias.
A recomendação das sociedades médicas nacionais e internacionais é evitar completamente o uso de cigarros eletrônicos, especialmente entre crianças, adolescentes e gestantes.
Além dos impactos à saúde, a especialista destaca que adolescentes que utilizam os dispositivos têm maior probabilidade de iniciar o consumo de cigarros convencionais, ampliando o risco de dependência da nicotina.
O estudo também aponta que o uso recente dos chamados “vapes” cresceu mais de 300%, indicando que o produto deixou de ser um comportamento ocasional para se tornar um desafio de saúde pública.
Mesmo proibidos no Brasil desde 2009, os cigarros eletrônicos continuam sendo comercializados de forma ilegal.
Entre janeiro e fevereiro de 2026, a Receita Federal apreendeu quase 239 mil dispositivos em todo o país.
Segundo o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade, aproximadamente três milhões de cigarros eletrônicos foram apreendidos em 2025.
Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Yaponira Cavalcanti