PROTESTO. Investigadores e escrivães deflagram 'Operação Legalidade' nos 142 municípios de Mato Grosso

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Foto da manchete: Assessoria Sinpol

Por Jurandir Antonio – Voz: Enéas Jacobina

Texto do áudio:

 

O Sinpol, Sindicato dos Policiais Civis, e o Sindepojuc, Sindicato dos Escrivães de Polícia, iniciaram nesta segunda-feira, a 'Operação Legalidade' em todos os 142 municípios do Estado.

A decisão é uma resposta ao descaso do governo Mauro Mendes e do Secretário de Segurança Cesar Roveri ao descaso do Estado em implementar a reestruturação operacional e administrativa da Polícia Civil, prevista na nova Lei Orgânica nacional e que foi sancionada há mais de dois anos pelo governo federal.

Na prática, a partir de agora investigadores e escrivães passarão a fazer apenas o que tem previsão legal.

Segundo o presidente do Sinpol, Gláucio Castañon, infelizmente, o reflexo disso vai recair sobre a sociedade, principalmente a parcela mais carente.

Ele explicou que o Estado tem atualmente um déficit de dois mil investigadores e 450 escrivães e isso tem sobrecarregado e adoecido os policiais civis.

Com a defasagem, policiais vêm sendo obrigados a dobrarem funções, realizando uma série de atividades não previstas na Lei Orgânica da Polícia Civil.

Gláucio disse ainda que o anúncio da convocação de 235 candidatos aprovados para a Polícia Civil, agora, serve apenas como campanha publicitária, pois além de não chegar nem perto dos dois mil e quatrocentos e cinquenta necessários, não repõe nem a quantidade de policiais prestes a se aposentar.

Ele reforçou que os sindicatos vêm buscando o diálogo com o governo, mostrando isso, há mais de dois anos, porém foram totalmente ignorados.

Na avaliação do sindicalista, quem perde com isso é a população que vê as organizações criminosas tomarem conta do Estado, os crimes contra as mulheres se multiplicarem, além de crimes de furtos, estelionatos contra a parcela mais carente não serem solucionados.

Diante destes e de vários outros fatos, os investigadores e escrivães, segundo deliberação da assembleia-geral, não mais aceitarão cumprir ordens consideradas ilegais e como desvio de função.  


Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina