Operação da Polícia Civil mira caça ilegal de tartarugas no Parque Estadual do Araguaia

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Foto da manchete: Reprodução

Por Jurandir Antonio – Voz: Enéas Jacobina

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A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira, a Operação Iurará, com o objetivo de combater a caça ilegal de várias espécies de tartarugas no Parque Estadual do Araguaia, região leste de Mato Grosso.

Ao todo, foram cumpridas oito ordens judiciais de busca e apreensão.

Os alvos dos mandados estavam em cinco propriedades rurais no município de Ribeirão Cascalheira, dois endereços residenciais na cidade de Goiânia e um endereço comercial em Aparecida de Goiânia, em Goiás.

Os suspeitos são investigados pela Dema, Delegacia Especializada do Meio Ambiente, por diversos crimes contra a fauna silvestre como venda, comércio, caça e abate de animal silvestre, dano ambiental e associação criminosa.

As investigações conduzidas pela Dema apontam a suspeita de ataques sistemáticos ao Refúgio de Vida Silvestre Quelônios do Araguaia, unidade de conservação na margem direita do Rio das Mortes, que fica nos municípios de Ribeirão Cascalheira, Cocalinho e Nova Nazaré.

O suposto líder é um fazendeiro e empresário do ramo de cosméticos, dono de uma propriedade na margem esquerda do Rio das Mortes, em Ribeirão Cascalheira, bem em frente à unidade de conservação.

Os outros envolvidos são pessoas ligadas ao fazendeiro. Entre elas, a esposa e funcionários. Os indícios são de que os produtos da caça são vendidos de forma clandestina.

Com base nas investigações, a Polícia Civil representou pelas medidas cautelares de busca e apreensão, que foram decretadas pelo juízo da Vara Única da Comarca de Ribeirão Cascalheira.

Entre setembro e outubro, na seca, uma das espécies caçadas, a tartaruga-da-Amazônia, sobe às praias que aparecem nos rios da região para se reproduzir.

É quando esses animais, também chamados de iurará, fazem a desova.

Por isso, esse também é o período mais visado por caçadores ilegais, que vão até a região atrás dos animais.

Além da tartaruga-da-Amazônia, a caça envolve outras espécies de tartarugas como o cágado.
O nome da operação, Iurará, é uma palavra do tupi antigo que significa tartaruga de rio, isto é, o quelônio que vive na água.

Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina