| 03 Operação da Polícia Civil mira caça ilegal de tartarugas no Parque Estadual do Araguaia.mp3 |
Foto da manchete: Reprodução
Por Jurandir Antonio – Voz: Enéas Jacobina
Texto do áudio
A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira, a Operação Iurará, com o objetivo de combater a caça ilegal de várias espécies de tartarugas no Parque Estadual do Araguaia, região leste de Mato Grosso.
Ao todo, foram cumpridas oito ordens judiciais de busca e apreensão.
Os alvos dos mandados estavam em cinco propriedades rurais no município de Ribeirão Cascalheira, dois endereços residenciais na cidade de Goiânia e um endereço comercial em Aparecida de Goiânia, em Goiás.
Os suspeitos são investigados pela Dema, Delegacia Especializada do Meio Ambiente, por diversos crimes contra a fauna silvestre como venda, comércio, caça e abate de animal silvestre, dano ambiental e associação criminosa.
As investigações conduzidas pela Dema apontam a suspeita de ataques sistemáticos ao Refúgio de Vida Silvestre Quelônios do Araguaia, unidade de conservação na margem direita do Rio das Mortes, que fica nos municípios de Ribeirão Cascalheira, Cocalinho e Nova Nazaré.
O suposto líder é um fazendeiro e empresário do ramo de cosméticos, dono de uma propriedade na margem esquerda do Rio das Mortes, em Ribeirão Cascalheira, bem em frente à unidade de conservação.
Os outros envolvidos são pessoas ligadas ao fazendeiro. Entre elas, a esposa e funcionários. Os indícios são de que os produtos da caça são vendidos de forma clandestina.
Com base nas investigações, a Polícia Civil representou pelas medidas cautelares de busca e apreensão, que foram decretadas pelo juízo da Vara Única da Comarca de Ribeirão Cascalheira.
Entre setembro e outubro, na seca, uma das espécies caçadas, a tartaruga-da-Amazônia, sobe às praias que aparecem nos rios da região para se reproduzir.
É quando esses animais, também chamados de iurará, fazem a desova.
Por isso, esse também é o período mais visado por caçadores ilegais, que vão até a região atrás dos animais.
Além da tartaruga-da-Amazônia, a caça envolve outras espécies de tartarugas como o cágado.
O nome da operação, Iurará, é uma palavra do tupi antigo que significa tartaruga de rio, isto é, o quelônio que vive na água.
Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina