Médicos decidem entrar em greve e MPE pede intervenção na Saúde de Cuiabá

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Por Jurandir Antonio – Voz: Yaponira Cavalcanti

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Após a audiência de conciliação em que representantes da prefeitura de Cuiabá não apresentaram nenhuma proposta concreta, o Sindimed, Sindicato dos Médicos do Estado de Mato Grosso, convocou uma Assembleia Geral da categoria para deliberar sobre as reivindicações apresentadas na última assembleia.

Uma delas é a questão do Concurso Público anunciado pela Prefeitura de Cuiabá, de onde foram retiradas mais de 200 vagas para os médicos das UPAs e Policlínicas. 

Na ocasião, os médicos decidiram deflagrar uma greve por tempo indeterminado.

Ao justificar a decisão, o presidente do Sindimed, Adeildo Lucena, afirmou que a categoria não vai aceitar mais trabalhar em péssimas condições de trabalho, sem equipamentos nas unidades, sem medicamentos e materiais básicos para atendimento, com escalas incompletas em plantões exaustivos.

Lucena disse ainda que reduzir vagas para concursados para beneficiar empresa privada é um desrespeito à classe médica e a toda sociedade cuiabana.

A prefeitura e o Ministério Público já foram notificados da decisão dos médicos de paralisar as atividades.  

Por outro lado, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso ingressou, nesta quinta-feira, com Pedido de Intervenção na área da saúde no município de Cuiabá.

O pedido é resultado de uma provocação feita pelo Sindicato dos Médicos em razão do descumprimento por parte do município de uma série de decisões judiciais na área da saúde.

Na representação, assinada pelo procurador-geral de Justiça José Antônio Borges, o MP deixa claro que o pedido de intervenção abrange apenas a área de saúde.

Na ação, Borges pede que a Secretaria Municipal de Saúde, bem como a Empresa Cuiabana de Saúde, passe a ser gerida pelo Governo do Estado durante a intervenção.

Para o chefe do MPE, a conduta do prefeito Emanuel Pinheiro, do MDB, desrespeita não só a população cuiabana, mas todos os órgãos judiciais e de controle.

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