| 01 Mauro e Fábio participam de comício e STF avalia possível descumprimento de medidas cautelares.mp3 |
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Por Jurandir Antonio – Voz: Enéas Jacobina
Texto do áudio
O STF, Supremo Tribunal Federal, acompanha a análise do Ministério Público Federal e da Polícia Federal sobre o recente encontro entre o ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, e o deputado federal Fábio Garcia, ambos do União Brasil.
O fato foi registrado no município de Sinop, durante o ato público de lançamento da candidatura do deputado estadual Dilmar Dal Bosco.
Mendes e Garcia dividiram o mesmo palanque político, ocasião em que o parlamentar dirigiu saudações públicas ao ex-governador e trocou breves palavras com ele na presença dos demais participantes do evento.
A atenção das autoridades judiciais sobre o ato em Sinop decorre do fato de que ambos figuram como investigados na Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal.
A reunião presencial e a interação no palanque levantaram questionamentos imediatos sobre a observância das restrições judiciais impostas ao ex-governador e ao deputado federal.
Aliados dos dois políticos alegam que foi um contato estritamente acidental durante o cumprimento da agenda política na região.
As restrições judiciais em vigor foram determinadas pelo ministro do STF, Flávio Dino, ao autorizar operações de busca e apreensão e a quebra de sigilo fiscal no âmbito da operação.
A decisão judicial proibiu o contato entre os investigados, a retenção de seus passaportes e a proibição de ausentar-se do país sem autorização judicial prévia.
O descumprimento injustificado de tais ordens pode acarretar o agravamento das medidas cautelares aplicadas aos envolvidos, podendo resultar até num pedido de prisão.
Mauro Mendes e Fábio Garcia estão proibidos pelo STF de ter contatos já que ambos são investigados no suposto esquema que desviou 308 milhões de reais de verbas públicas estimadas no chamado escândalo da Oi.
A fraude teria ocorrido por meio de um acordo judicial e administrativo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi, durante a gestão de Mauro Mendes, tendo Fabio Garcia como Chefe da Casa Civil.
Segundo a Polícia Federal, a investigação atinge diretamente o ex-governador Mauro Mendes, o deputado federal Fábio Garcia e seus respectivos núcleos familiares.
Diante do avanço dos trabalhos federais, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso solicitou oficialmente ao Supremo Tribunal Federal o compartilhamento das provas que deram origem à operação.
A iniciativa é conduzida pelo procurador Marcelo Ferra e visa municiar um inquérito civil em tramitação na Subprocuradoria-Geral de Justiça.
A apuração na esfera estadual foca na investigação de suspeitas de enriquecimento ilícito e do uso indevido de bens públicos e da estrutura administrativa para fins privados.
Tanto Mauro Mendes como Fábio Garcia negam qualquer irregularidade no acordo com a operadora Oi
Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina