Mato Grosso segue como o maior produtor de grãos do Brasil, aponta Conab

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Foto da manchete: Secom/MT

Por Jurandir Antonio – Voz: Yaponira Cavalcanti

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Mato Grosso segue como o maior produtor de grãos do Brasil na safra 2025/2026, mesmo diante de ajustes na estimativa de produção apontados pelo 4º Levantamento da Conab, Companhia Nacional de Abastecimento, divulgado nesta quinta-feira.

De acordo com o boletim, o estado deve colher cerca de 108 milhões de toneladas, mantendo posição estratégica no cenário nacional, apesar da leve redução provocada por fatores climáticos e queda de produtividade, um recuo de 4% em relação à safra recorde do ano passado.

A área cultivada em Mato Grosso alcança quase 23 milhões de hectares, crescimento de 2,1% em relação à safra anterior, o que reforça o protagonismo do estado no Centro-Oeste, região responsável por quase metade da produção brasileira de grãos.

A soja segue como principal cultura e com expectativa de colher mais de 48 milhões de toneladas, sustentando o desempenho estadual.

Dentre os grãos produzidos no Estado, apenas a produção de sorgo tem previsão de aumento de 13,5% na produção.

Isso acontece pela busca dos produtores rurais por uma cultura de segunda safra mais estável e com menos dependência de chuvas diante das incertezas climáticas e da redução da janela de plantio.

Segundo a Conab, a irregularidade climática ao longo do ciclo é um dos fatores que devem fazer Mato Grosso ter uma produção 4% menor do que a safra passada.  

Apesar das chuvas acima da média em dezembro, o boletim registra períodos de estresse hídrico e térmico que afetaram o desenvolvimento e o enchimento dos grãos.

O milho, especialmente na segunda safra, apresenta retração de produtividade.

Já o algodão registra redução de área e rendimento, influenciada por custos elevados e menor atratividade econômica.

Apesar da soja manter estabilidade e ser a principal cultura do estado, não terá ganhos suficientes para compensar as perdas em outras lavouras.

Como o estado responde por cerca de um terço da produção brasileira de grãos, pequenas variações negativas têm impacto expressivo no volume total produzido.