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Foto da manchete: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Por Jurandir Antonio – Voz: Ana Rosa Lima
Texto do áudio
Mato Grosso praticamente estacionou na geração de empregos com carteira assinada em agosto.
Depois de criar cinco mil 735 postos de trabalho em julho, o Estado terminou o mês de agosto com saldo de apenas 165 novas vagas, uma redução de aproximadamente 97% na geração líquida de empregos de um mês para o outro.
Os números mostram, porém, que o mercado de trabalho não ficou parado.
As empresas mato-grossenses realizaram 53 mil 568 admissões durante agosto, enquanto ocorreram 53 mil 403 desligamentos.
O problema esteve justamente na diferença mínima entre quem entrou e quem saiu do mercado formal.
Na prática, para cada grupo de trabalhadores contratado ao longo do mês, praticamente outro do mesmo tamanho deixou um emprego.
O movimento fez o saldo final despencar, mesmo com mais de 53 mil novas contratações realizadas.
A composição dos números ajuda a explicar o resultado.
Dos cinco grandes setores da economia, somente serviços conseguiu terminar agosto ampliando de forma significativa o número de trabalhadores.
O segmento abriu mil 636 vagas líquidas e acabou funcionando como principal sustentação do mercado de trabalho estadual.
Sem o desempenho dos serviços, Mato Grosso teria terminado agosto com perda líquida de empregos.
Na outra ponta aparece principalmente a agropecuária, que fechou 681 postos formais.
O resultado ocorre em um período marcado pela sazonalidade característica da atividade rural.
Agosto normalmente representa uma fase de transição no calendário agrícola, depois de etapas de colheita e antes da intensificação de determinadas atividades relacionadas ao novo ciclo de plantio.
Esse comportamento não significa necessariamente retração permanente do agronegócio, mas mostra como o calendário das lavouras interfere diretamente nas admissões e desligamentos em um Estado no qual a atividade agropecuária possui forte peso econômico.
A indústria também perdeu força e encerrou agosto com 424 empregos a menos. O comércio registrou saldo negativo de 358 vagas, enquanto a construção civil ficou praticamente estável, mas no vermelho, com sete postos fechados.
Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Ana Rosa Lima