| 01 Mato Grosso é o terceiro Estado no consumo de maconha entre jovens brasileiros.mp3 |
Foto da manchete: Paulo Pinto / Agência Brasil
Por Jurandir Antonio – Voz: Enéas Jacobina
Texto do áudio:
Cuiabá é a terceira capital do país com maior prevalência recente de uso de maconha entre adolescentes de 13 a 17 anos, com índice de 5,1%, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2024, divulgada pelo IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, na última semana.
A capital fica atrás apenas de Florianópolis, com 7,5%, e Porto Alegre, 5,5%.
O levantamento também revela que 4,2% das crianças abaixo de 13 anos já experimentaram alguma droga ilícita, sendo a maioria meninos da rede pública de ensino.
A socióloga e líder do Núcleo de Mediação Escolar da Seduc, Secretaria de Estado de Educação, Patrícia Carvalho, revela que o trabalho integrado entre as instituições públicas e a família é necessário para minimizar o uso de drogas lícitas e ilícitas.
Segundo ela, o aumento no uso de droga cada vez mais precoce por crianças e adolescentes está associado ao meio em que vivem socialmente.
Ela disse ainda que além disso, o conteúdo consumido nas redes sociais influencia muito no modo de agir e pensar. Na avaliação da socióloga, é importante que a família e a sociedade civil estejam atentas aos fatores que influenciam para as práticas negativas.
Patrícia Carvalho enfatiza que qualquer mudança de comportamento deve ser observada e verificada tanto pela família, quanto pela unidade escolar, para que seja feito o encaminhamento necessário para esse adolescente.
A especialista alerta que as drogas, tanto lícitas quanto ilícitas, afetam o desenvolvimento cognitivo e, consequentemente, o processo ensino-aprendizagem.
Ela reforça que infelizmente, os adolescentes que fazem uso não conseguem aprender e nem obter novas experiências porque estão sob efeito dessas substâncias.
Patrícia disse ainda que na rede estadual de ensino existem ações de prevenção e garantia de direitos das crianças e adolescentes. Equipes multiprofissionais, com psicólogos e assistentes sociais, atuam nas unidades escolares com trabalho orientativo voltado à temática.
Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina