Indústria de Mato Grosso reage 1%, mas alimentos puxam queda anual de 4,4%

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Por Jurandir Antonio – Voz: Yaponira Cavalcanti

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Dados divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira mostram recuperação após tombo de 9% em julho, mas indústria mato-grossense ainda acumula retração na comparação anual.

A indústria de Mato Grosso apresentou recuperação de 1% em agosto de 2026, na comparação com julho, mas continua enfrentando dificuldades para recuperar o ritmo de produção.

Os números foram divulgados nesta quinta-feira, pelo IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, por meio da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional.

O resultado representa uma reação depois da queda de 9% registrada em julho.

Apesar da melhora mensal, a produção industrial mato-grossense permaneceu 4,4% abaixo do volume observado em agosto de 2025, desempenho inferior ao resultado nacional, que apresentou retração de 1,2% na mesma comparação.

A diferença revela que a recuperação registrada entre julho e agosto ainda não foi suficiente para compensar a perda de produção observada em relação ao ano passado.

O resultado ganha relevância porque Mato Grosso possui uma estrutura industrial fortemente vinculada ao agronegócio, especialmente à transformação de produtos agropecuários, processamento de soja, produção de carnes e fabricação de biocombustíveis.

A indústria de alimentos foi o principal fator de pressão sobre o desempenho estadual na comparação anual, com contribuição negativa de 7,01 pontos percentuais para o resultado geral.

Entre os produtos que influenciaram o recuo estão carnes bovinas frescas ou refrigeradas, carne bovina congelada, óleo de soja refinado e resíduos resultantes da extração de soja.

O desempenho desses segmentos é particularmente relevante para Mato Grosso, que concentra importante parcela da produção brasileira de grãos e possui uma ampla cadeia de frigoríficos e unidades de processamento agroindustrial.

Outros segmentos contribuíram para amenizar o resultado negativo.

A fabricação de produtos de minerais não metálicos apresentou contribuição positiva de 1,84 ponto percentual. Também tiveram influência favorável os biocombustíveis, bebidas e produtos de madeira.

Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Yaponira Cavalcanti