| 08 IBGE divulga pesquisa sobre Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura em Mato Grosso.mp3 |
Foto da manchete: Reprodução/IBGE
Por Jurandir Antonio – Voz: Enéas Jacobina
Texto do áudio
O IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, divulgou os resultados da pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura 2025, que contempla informações referentes à quantidade e ao valor da produção decorrentes da exploração de florestas plantadas para fins comerciais, bem como da exploração de recursos vegetais naturais, ou seja, de extrativismo vegetal.
A Pesquisa é a principal fonte de estatísticas para o acompanhamento sistemático da exploração dos recursos florestais em todo o território nacional.
Em 2025, foi encerrada a série de alguns produtos que perderam importância econômica ao longo dos anos, como ipecacuanha, caucho, hevea látex líquido, barbatimão, balata, sorva, maçaranduba e oiticica.
Em contrapartida, outros produtos passaram a ser divulgados no grupo dos alimentícios: baru, buriti, cajá, cupuaçu, juçara, macaúba, pupunha e tucum.
No grupo dos oleaginosos, foram incorporados a andiroba e o murumuru.
Nas florestas plantadas alguns produtos que eram divulgados de forma agregada passaram a ter destaque, como teca, acácia-negra, mogno-africano e cedro-australiano.
O valor nominal da produção da extração vegetal em Mato Grosso mais uma vez superou o das florestas plantadas.
Mato Grosso é o maior produtor de lenha extrativa entre as 27 Unidades da Federação, com quatro milhões e meio de metros cúbicos em 2025, aumento de 23,2% em relação a 2024.
Nova Maringá figura como o maior município produtor de lenha extrativa do Brasil, com mais de 853 mil metros cúbicos, seguida por outros dois municípios mato-grossenses: Nova Ubiratã, com cerca de 444 mil metros cúbicos, e Porto dos Gaúchos, 420 mil metros cúbicos.
O crescimento da produção de lenha proveniente do extrativismo vegetal acontece em um contexto de expansão da demanda por biomassa em Mato Grosso, especialmente para uso energético em atividades agroindustriais, como a secagem de grãos e a produção de etanol de milho.
Ao mesmo tempo, a produção de lenha proveniente de florestas plantadas apresentou redução em 2025. Esse cenário pode contribuir para explicar a maior utilização de madeira de origem nativa.
Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Yaponira Cavalcanti