Exportações de milho em Mato Grosso recuam mais de 30% com maior oferta internacional

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Por Jurandir Antonio – Voz: Yaponira Cavalcanti

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A maior oferta de milho no mercado internacional tem reduzido a competitividade do produto brasileiro e desacelerado os embarques de Mato Grosso.

É o que indica o novo boletim do Imea, Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, divulgado esta semana.

Devido à disponibilidade do cereal nos principais países exportadores, os embarques no estado perderam ritmo e ficaram abaixo do observado em temporadas anteriores, aumentando a atenção sobre a comercialização da próxima safra e sobre o espaço disponível para armazenagem.

Em setembro deste ano, de acordo com dados compilados pelo Imea, Mato Grosso embarcou duas milhões 850 mil toneladas de milho, um volume 32,07% menor que o registrado no mesmo mês de 2025 e 19,01% abaixo da média dos últimos cinco anos.

No acumulado de julho a setembro, os embarques somaram sete milhões 610 mil toneladas, o que representa uma queda de 21,44% na comparação com o mesmo período da temporada anterior.

Segundo o analista de milho do Imea, Gabriel Brandão, o principal fator por trás desse comportamento é o aumento da oferta no mercado internacional, que ampliou a concorrência e reduziu a competitividade do milho brasileiro.

Nos Estados Unidos, a ampla oferta e os estoques elevados têm pressionado as cotações e favorecido a competitividade do cereal norte-americano.

Já na Argentina, a safra recorde, somada à redução das retenções, aumentou a disponibilidade para exportação e estimulou as negociações externas.

Com mais milho disponível nos dois importantes países exportadores, a disputa pelos mercados compradores se intensificou.

O movimento já aparece nos principais destinos do milho mato-grossense. As principais vendas foram para o Egito, Irã e Espanha.

Apesar do ritmo mais lento, de acordo com o Imea, o estado ainda tem uma janela relevante para acelerar os embarques até janeiro de 2027, antes de a soja passar a disputar espaço de forma mais intensa na logística de exportação a partir de fevereiro.

Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Yaponira Cavalcanti