ETANOL. Pela 1ª vez Mato Grosso vai consumir mais milho do que exportar

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Por Jurandir Antonio – Voz: Enéas Jacobina

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Mato Grosso deve passar por uma mudança histórica no mercado do milho na safra 2026/27.

É que pela primeira vez, o consumo interno do cereal deve superar o volume destinado às exportações, segundo projeções do Imea, Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, divulgadas no início desta semana.

A mudança está diretamente relacionada ao avanço da industrialização no estado, especialmente à expansão da produção de etanol de milho, que vem aumentando a demanda pelo cereal produzido em Mato Grosso.

De acordo com o relatório de Oferta e Demanda do Imea, o consumo interno deve saltar de pouco mais de 23 milhões de toneladas na safra 2025/2026 para 27 milhões de toneladas em 2026/2027, crescimento de 16,23%.

No mesmo período, as exportações devem seguir na direção contrária.

Os embarques externos são estimados em 17 milhões e meio de toneladas, contra 24 milhões de toneladas na temporada atual. A queda projetada é de 27,39%.

Com esses movimentos, o mercado interno deverá absorver mais milho do que o volume enviado ao exterior pela primeira vez no estado.

O avanço da indústria de etanol é um dos principais fatores por trás dessa transformação no mercado mato-grossense.

A produção do biocombustível no estado deve crescer mais de 16% na próxima safra, impulsionada principalmente pelo etanol produzido a partir do milho e pela entrada de novas usinas.

Segundo o panorama da produção de etanol, a produção total deve passar de pouco mais de sete milhões de metros cúbicos na safra atual para oito milhões 440 mil metros cúbicos no próximo ciclo.

O crescimento representa um avanço superior a 16% e reforça a posição de Mato Grosso como uma das principais forças nacionais na produção de etanol.

Além de aumentar a demanda por milho, a expansão da indústria também movimenta a economia mato-grossense.

A cadeia produtiva do etanol já gera mais de 12 mil empregos diretos e continua atraindo investimentos voltados à industrialização do agronegócio.

Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina