Estradeiro da Famato percorre 5 mil km, mapeia gargalos e aponta soluções logísticas

Áudio
Download do arquivo abaixo: (ou botão direito em salvar link como)

Foto da manchete: Assessoria/Famato

Por Jurandir Antonio – Voz: Eneas Jacobina

Texto do áudio:


A primeira edição do Estradeiro BR-163 — Do Campo ao Porto, realizada pela Famato, Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso, foi concluída no último domingo, após uma missão técnica voltada a identificar gargalos e apontar soluções para a logística do escoamento de grãos de Mato Grosso.

Em nove dias, a comitiva percorreu cerca de cinco mil quilômetros, atravessou Mato Grosso, Pará, Tocantins e Goiás e reuniu representantes de 21 sindicatos rurais, sendo 19 presidentes, além da diretoria da entidade.

O roteiro acompanhou o caminho da soja até os terminais de transbordo no distrito de Miritituba, no Pará, e o porto de Santarém, também no Pará, no eixo do Tapajós/Arco Norte.

No retorno, a comitiva passou pela BR-158, corredor logístico do Vale do Araguaia, e discutiu alternativas para reduzir custos e viabilizar novas rotas e modais.

Ao longo do percurso, o grupo de produtores registrou contrastes entre trechos em evolução e pontos críticos.

Em Mato Grosso, a avaliação é de que a duplicação de segmentos estratégicos da BR-163 é uma necessidade que avança diante do volume crescente de caminhões no pico da safra.

No Pará, a comitiva apontou agravamento do cenário, com trechos sem pavimentação, precariedade de rodovias estaduais e gargalos de segurança viária.

O ponto mais sensível da expedição foi identificado em Miritituba, onde o Estradeiro registrou um estrangulamento logístico.

O grupo constatou mais de 25 quilômetros de fila de caminhões carregados com soja do norte de Mato Grosso, aguardando triagem e descarregamento. No local, caminhoneiros relataram falta de apoio e desorganização.

Para o presidente da Famato, Vilmondes Tomain, o gargalo não pode ser normalizado e exige presença efetiva do poder público e de órgãos federais.

Ele reforçou que o Ministério da Agricultura e Ministério dos Transportes têm que ir até lá e ver de perto a demanda para tomar providências em busca de soluções.

A comitiva também reconheceu como ponto positivo a eficiência do transbordo em Miritituba, com a carga seguindo do caminhão diretamente para as barcaças.

 
Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina